O resfriamento da economia também está afetando as usinas de biodiesel. Segundo dados divulgados ontem pela ANP, a produção brasileira durante o primeiro semestre de 2016 totalizou 1,86 bilhão de litros – cerca de 66,7 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado quando o volume agregado ultrapassou os 1,93 bilhão de litros.
O resfriamento da economia também está afetando as usinas de biodiesel. Segundo dados divulgados ontem pela ANP, a produção brasileira durante o primeiro semestre de 2016 totalizou 1,86 bilhão de litros – cerca de 66,7 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado quando o volume agregado ultrapassou os 1,93 bilhão de litros.
Trata-se de uma contração de 3,5% no nível de atividade da indústria. Apesar de ser uma má notícia para os fabricantes que, certamente, gostariam de ventos mais favoráveis, essa ainda é uma queda consideravelmente mais suave do vem acontecendo no mercado de óleo diesel – principal vetor de consumo do biodiesel – que viu as vendas recuarem 5% no semestre.
Junho
O que parece ter segurado um pouco as pontas no caso do setor de biodiesel foi o bom desempenho no mês de abril, quando houve uma expansão de 7,4% no nível de produção. Nele as usinas colocaram no mercado quase 24 milhões de litros mais do que haviam feito no mesmo mês de 2015.
De lá para cá, no entanto, a produção parece ter puxado o freio de mão. Tanto que, em junho, a produção foi de apenas 292,8 milhões de litros. Nos 24 meses que se passaram desde a implantação do B6 – em julho de 2015 – essa é a segunda vez que o volume produzido ficou abaixo dos 300 milhões de litros.
Claro que ainda estamos longe de uma volta aos tempos do B5. No primeiro semestre de 2014 – último em que a mistura obrigatória foi de 5% – a produção superou, por pouco, a marca dos 1,5 bilhão de litros.
No vermelho
Comparando a produção de biodiesel de junho com a demanda gerada pelo consumo de óleo diesel em junho – 4,61 bilhões de litros – há um descompasso maior do de 30,3 milhões de litros.
Essa derrapagem no final do percurso praticamente zerou o saldo do semestre que, até abril, estava pouco abaixo dos 28,5 milhões de litros. No fim das contas, ficam faltando 1,8 milhão de litros para deixar oferta e demanda rigorosamente empatados.
Maiores
Pelo segundo mês consecutivo, a ADM de Rondonópolis ficou com a liderança entre as 32 usinas que estiveram ativas durante junho. A planta mato-grossense fabricou menos de 24,5 milhões de litros fabricados em junho –menos do que os mais de 28,5 milhões de litros de maio.
Já a empresa mais ativa do setor foi a BSBios, com uma produção total de 31,3 milhões de litros a partir de suas plantas em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) com, respectivamente, 15,2 e 16 milhões de litros respectivamente.
O Rio Grande do Sul foi o estado com maior produção no mês. Ao todo, as usinas gaúchas fabricaram 90,8 milhões de litros.
Veja aqui os dados da produção de biodiesel do Brasil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O resfriamento da economia também está afetando as usinas de biodiesel. Segundo dados divulgados ontem pela ANP, a produção brasileira durante o primeiro semestre de 2016 totalizou 1,86 bilhão de litros – cerca de 66,7 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado quando o volume agregado ultrapassou os 1,93 bilhão de litros.
Trata-se de uma contração de 3,5% no nível de atividade da indústria. Apesar de ser uma má notícia para os fabricantes que, certamente, gostariam de ventos mais favoráveis, essa ainda é uma queda consideravelmente mais suave do vem acontecendo no mercado de óleo diesel – principal vetor de consumo do biodiesel – que viu as vendas recuarem 5% no semestre.
Junho
O que parece ter segurado um pouco as pontas no caso do setor de biodiesel foi o bom desempenho no mês de abril, quando houve uma expansão de 7,4% no nível de produção. Nele as usinas colocaram no mercado quase 24 milhões de litros mais do que haviam feito no mesmo mês de 2015.
De lá para cá, no entanto, a produção parece ter puxado o freio de mão. Tanto que, em junho, a produção foi de apenas 292,8 milhões de litros. Nos 24 meses que se passaram desde a implantação do B6 – em julho de 2015 – essa é a segunda vez que o volume produzido ficou abaixo dos 300 milhões de litros.
Claro que ainda estamos longe de uma volta aos tempos do B5. No primeiro semestre de 2014 – último em que a mistura obrigatória foi de 5% – a produção superou, por pouco, a marca dos 1,5 bilhão de litros.
No vermelho
Comparando a produção de biodiesel de junho com a demanda gerada pelo consumo de óleo diesel em junho – 4,61 bilhões de litros – há um descompasso maior do de 30,3 milhões de litros.
Essa derrapagem no final do percurso praticamente zerou o saldo do semestre que, até abril, estava pouco abaixo dos 28,5 milhões de litros. No fim das contas, ficam faltando 1,8 milhão de litros para deixar oferta e demanda rigorosamente empatados.
Maiores
Pelo segundo mês consecutivo, a ADM de Rondonópolis ficou com a liderança entre as 32 usinas que estiveram ativas durante junho. A planta mato-grossense fabricou menos de 24,5 milhões de litros fabricados em junho –menos do que os mais de 28,5 milhões de litros de maio.
Já a empresa mais ativa do setor foi a BSBios, com uma produção total de 31,3 milhões de litros a partir de suas plantas em Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) com, respectivamente, 15,2 e 16 milhões de litros respectivamente.
O Rio Grande do Sul foi o estado com maior produção no mês. Ao todo, as usinas gaúchas fabricaram 90,8 milhões de litros.
Veja aqui os dados da produção de biodiesel do Brasil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com