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Produção e consumo

Mercado de diesel volta ao campo positivo em junho


BiodieselBR.com - 07 ago 2026 - 16:04

Pelos últimos três meses, o mercado nacional de óleo diesel tem andado praticamente em linha reta. Em junho, as distribuidoras reportaram à ANP terem vendido um pouco mais de 5,73 milhões de m³ do derivado, o que dá menos de 100 mil m³ de variação – menos de 1,5% – sobre a quantidade que havia sido movimentada em abril.

Este nível de estabilidade não é lá muito comum. Nos 5 anos anteriores, a demanda do 2º trimestre (2T) tem sido marcada por um crescimento médio de 3,6% nas vendas – comparando o primeiro e o último mês do período – além de idas e vindas importantes nos números conforme o consumo vai se recuperando do pico de demanda que tende a ser registrado em março por conta do escoamento da safra de grãos até os portos e se encaminhando para o platô que, em geral, dura entre julho e outubro.

Fechadas as contas, as distribuidoras fecharam o 1º semestre com 33,9 milhões de m³ de óleo diesel vendidos, crescimento de mornos 1,7% sobre o mesmo período de 2025. Considerando a curva média dos últimos 5 anos, pouco menos de 48% da demanda total foi registrada durante a primeira metade de cada ano; se 2026 não se desviar muito desse valor, o consumo total deve se aproximar dos 70,7 milhões de m³.

{viewonly=registered,special}Pelos últimos três meses, o mercado nacional de óleo diesel tem andado praticamente em linha reta. Em junho, as distribuidoras reportaram à ANP terem vendido um pouco mais de 5,73 milhões de m³ do derivado, o que dá menos de 100 mil m³ de variação – menos de 1,5% – sobre a quantidade que havia sido movimentada em abril.

Este nível de estabilidade não é lá muito comum. Nos 5 anos anteriores, a demanda do 2º trimestre (2T) tem sido marcada por um crescimento médio de 3,6% nas vendas – comparando o primeiro e o último mês do período – além de idas e vindas importantes nos números conforme o consumo vai se recuperando do pico de demanda que tende a ser registrado em março por conta do escoamento da safra de grãos até os portos e se encaminhando para o platô que, em geral, dura entre julho e outubro.

Fechadas as contas, as distribuidoras fecharam o 1º semestre com 33,9 milhões de m³ de óleo diesel vendidos, crescimento de mornos 1,7% sobre o mesmo período de 2025. Considerando a curva média dos últimos 5 anos, pouco menos de 48% da demanda total foi registrada durante a primeira metade de cada ano; se 2026 não se desviar muito desse valor, o consumo total deve se aproximar dos 70,7 milhões de m³.

No campo positivo

Apesar de junho não ter apresentado um resultado particularmente vistoso, o mercado se recuperou da derrapada que havia sofrido em maio, quando as vendas do derivado apresentaram retração de 3,1% na comparação anual. No 6º mês do ano, as vendas tiveram alta ligeiramente maior do que 1,7%.

Os números foram puxados para cima principalmente graças ao desempenho das regiões Nordeste (2,9%) e Sul (2,5%). As duas regiões tiveram o maior crescimento relativo no mês. O pior desempenho coube à Região Centro-Oeste, onde as vendas de diesel mal saíram do lugar, com aumento de parcos 0,3%.

Apesar disso, o maior crescimento num mercado local foi registrado no Rio de Janeiro, onde as vendas de diesel aumentaram 40,8 mil m³ – 19,2% – na comparação anual, o que fez com que a demanda fluminense passasse dos 253,1 mil m³. Regionalmente, essa alta acabou compensada por uma retração de 38,3 mil m³ na demanda paulista.

Desempenho pior

Foi um resultado relativamente fraco em comparação aos de outros segmentos do mercado de combustíveis. As vendas de combustíveis para motores do Ciclo Otto – etanol e gasolina –, por exemplo, somaram 5,70 milhões de m³ em junho, expansão de 6,4% com vendas 344 mil m³ maiores do que em junho do ano passado. Tivemos altas de 4,5% nas vendas de gasolina e de 10,7% nas de etanol hidratado.

GLP também apresentou uma taxa de crescimento mais robusta, com quase 3% de aumento nas vendas que se aproximaram de 1,22 milhão de m³.

No cômputo geral, o mercado nacional de combustíveis teve uma expansão de 3,7%, somando 13,3 milhões de m³ de combustíveis comercializados em junho. Desse total, o diesel correspondeu a 43% – ligeiramente menor do que os 43,4% médios dos 12 meses anteriores.

 

Mudança pequena

 

Com os números finais – finalmente – divulgados, o balanço entre oferta e demanda do biodiesel ficou ligeiramente pior do que inicialmente se pensava.

As vendas de diesel foram cerca de 10,5 mil m³ maiores do que os painéis dinâmicos da ANP informavam. Isso fez com que o balanço entre oferta e demanda fosse de 360 para 960 m³ negativos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com