A demanda de biodiesel representou 42,1% do volume comercializado durante as etapas autorizativas do Leilão 59
O mercado autorizativo deu um salto inesperado no Leilão 59 com a venda de quase 8,2 milhões de litros de biodiesel. Fechadas as contas do segundo bimestre, descobrimos que apenas 42,1% desse volume chegou a ser retirado pelas distribuidoras. Ainda assim, isso é mais que o bastante para fazer deste o melhor resultado já obtido.
O mercado autorizativo deu um salto inesperado no Leilão 59 com a venda de quase 8,2 milhões de litros de biodiesel. Fechadas as contas do segundo bimestre, descobrimos que apenas 42,1% desse volume chegou a ser retirado pelas distribuidoras. Ainda assim, isso é mais que o bastante para fazer deste o melhor resultado já obtido.
Para dar uma ideia, os 3,44 milhões de litros que os projetos de uso opcional de B20 e B30 movimentaram entre os meses de março e abril praticamente dobram o volume que foi vendido no segundo maior certame autorizativo da história – o L53 que arrematou 1,79 milhão de litros.
Ainda assim, a quebra foi grande. A Bianchini que teve 400 m³ arrematados encerrou o bimestre a ver navios. Nenhuma gota desse biodiesel chegou a ser retirada pelo comprador.
Já a Granol de Anápolis entregou praticamente tudo. Os 42 m³ retirados representam 92,4% do volume vendido e renderam R$ 110,2 mil a mais para a companhia.
Apesar do volume relativamente pequeno, a empresa é a única que vem conseguindo vender no mercado autorizativo com regularidade. Ela se tornou fornecedora fixa de um projeto para o uso de B20 em parte da frota de ônibus do Distrito Federal lançado no começo do ano passado.
Olfar
Mas a grande estrela foi a Olfar. A empresa negociou 7,73 milhões de litros na Etapa 5A do Leilão 59 superando sozinha toda a venda acumulada nos 12 leilões do mercado autorizativo que haviam sido realizados até então. Desse total, 3,4 milhões de litros acabaram entregues o que representa um faturamento adicional de praticamente R$ 7,8 milhões.
Segundo BiodieselBR.com apurou na época, a maior parte desse volume teria como destino um projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro que determinava o uso do B20.
Tudo somado, o mercado autorizativo movimento R$ 7,9 milhões no segundo semestre. Se todo o biodiesel comprado tivesse sido retirado, o rendimento para os fabricantes passaria dos R$ 18,7 milhões.
Infelizmente, o salto no mercado autorizativo parece ter tido vida curta. No L60, as vendas caíram para apenas 445 m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com