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Indexador BiodieselBR descola do preço do diesel no fechamento de contratos do 6B

Indicativo dos custos das usinas está 44% acima do valor que a Petrobras tem cobrado dos distribuidores pelo óleo diesel A

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Tudo indica que teremos um grande descolamento entre os preços do biodiesel e os do óleo diesel mineral no próximo bimestre. Faltando apenas dois dias para que distribuidoras e usinas apresentem seus contratos para os dois últimos meses do ano, os custos de produção medidos pelo Indexador BiodieselBR atingiram o maior nível de descolamento em relação ao preço do diesel praticado pela Petrobras desde o fechamento dos contratos do 3º bimestre (3B) de 2022.

Segundo a métrica do Indexador BiodieselBR, nesta terça-feira (22), as usinas precisavam desembolsar R$ 5.194,43 para adquirir os volumes de óleo de soja e metanol necessários para fabricar um metro cúbico (m³) de biodiesel. Esse valor – que não cobre todos os custos de produção das usinas – ficou cerca de 48,1% acima dos R$ 3.507,00 que a Petrobras vem cobrando pelo diesel mineral em suas refinarias.

Na média parcial da semana de contratações – que vai de 19 a 25 de outubro –, o Indexador está em R$ 5.063,46 por m³. Essa diferença de 44,4% em relação ao preço que os distribuidores estão pagando pelo diesel faz deste o maior descolamento registrado nos últimos 15 bimestres.

Tudo indica que teremos um grande descolamento entre os preços do biodiesel e os do óleo diesel mineral no próximo bimestre. Faltando apenas dois dias para que distribuidoras e usinas apresentem seus contratos para os dois últimos meses do ano, os custos de produção medidos pelo Indexador BiodieselBR atingiram o maior nível de descolamento em relação ao preço do diesel praticado pela Petrobras desde o fechamento dos contratos do 3º bimestre (3B) de 2022.

Segundo a métrica do Indexador BiodieselBR, nesta terça-feira (22), as usinas precisavam desembolsar R$ 5.194,43 para adquirir os volumes de óleo de soja e metanol necessários para fabricar um metro cúbico (m³) de biodiesel. Esse valor – que não cobre todos os custos de produção das usinas – ficou cerca de 48,1% acima dos R$ 3.507,00 que a Petrobras vem cobrando pelo diesel mineral em suas refinarias.

Na média parcial da semana de contratações – que vai de 19 a 25 de outubro –, o Indexador está em R$ 5.063,46 por m³. Essa diferença de 44,4% em relação ao preço que os distribuidores estão pagando pelo diesel faz deste o maior descolamento registrado nos últimos 15 bimestres.

No fechamento dos contratos que abasteceram o mercado no 3B de 2022, a diferença chegou a 55,4%. Naquela ocasião, o Indexador superava o preço do diesel em mais de R$ 2.500,00.

Alta consistente

Os valores do Indexador vêm subindo de forma consistente pelo menos desde meados de agosto, quando estava em R$ 4.012,27 por m³. Até o momento, a alta acumulada se aproxima dos 29,5%.

Com a Petrobras resistindo em reajustar os preços domésticos do diesel de petróleo – a última mudança nos preços dos derivados fabricados pela estatal foi feita em 27 de dezembro do ano passado –, o descolamento tem se ampliado.

Até o começo de março, o diesel e o Indexador BiodieselBR estavam bem ajustados, com diversos períodos nos quais os custos das usinas chegaram a ficar negativos em relação ao combustível fóssil.

No entanto, com a adoção do B14 e a consolidação dos números mais apertados para a produção brasileira de soja da safra 2023/24, o Indexador BiodieselBR passou a ganhar sustentação.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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