A produção de biodiesel no mês de janeiro apurada pela ANP mostra um crescimento de 30% sobre o volume produzido em 2014.
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A produção de biodiesel para o mês de janeiro cresceu cerca de 30,3% em relação ao volume o fabricado no mesmo mês de 2014. Um crescimento que já seria de se esperar considerando que em janeiro do ano passado o mercado ainda estava trabalhando com o B5.
A produção de biodiesel para o mês de janeiro ficou em 319,5 milhões de litros, segundo dados recém-divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse volume é 30,3% maior do que o fabricado no mesmo mês de 2014 – um crescimento que já seria de se esperar considerando que em janeiro do ano passado o mercado ainda estava trabalhando com o B5.
Mesmo assim, o mercado abriu 2015 com o déficit de 11,5 milhões de litros em relação à demanda. O volume de diesel consumido em janeiro foi de 4,73 bilhões de litros, o que exigiria a adição de mais de 331 milhões de litros de biodiesel para garantir o B7.
O volume fabricado também foi menor do que em dezembro, quando as usinas brasileiras fabricaram um total de 347,7 milhões de litros – seu melhor resultado mensal desde que a produção do biocombustível começou no Brasil em 2005.
Na média nacional, o setor usou pouco mais da metade (50,2%) de sua capacidade instalada total, que é de 635,9 milhões de litros mensais, ou 7,63 bilhões de litros anuais. Considerando apenas as usinas ativas no mês de janeiro, o grau de ocupação do setor sobe para 58,6%.
Maiores
A Granol de Anápolis foi a usina de biodiesel mais ativa no mês de janeiro, com uma produção superior a 29,5 milhões de litros. Isso equivale a quase 95,5% da capacidade produtiva nominal da fábrica para o período de um mês.
Consideradas as três usinas pertencentes à Granol – além da unidade de Anápolis (GO), o grupo possui unidades em Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS) –, a produção chega a 45,7 milhões de litros. Nesse segundo caso, porém, a performance industrial fica bem menor com uma taxa de ocupação por volta de 65,5%.
A segunda colocada na categoria usina foi a Oleoplan de Veranópolis (RS) com uma produção pouco menor que 26,5 milhões de litros. A Oleoplan também foi a vice-campeã entre os grupos, com um volume de 35,2 milhões de litros fabricados em suas duas plantas industriais.
Já entre os estados, o Rio Grande do Sul foi o maior produtor do país, com quase 93,9 milhões de litros fabricados a partir de suas sete unidades produtivas. A utilização entre as usinas gaúchas chegou a 66,2% da capacidade instalada mensal de 141,8 milhões de litros.