Trabalhadores da V-Biodiesel, usina sediada em Iraquara (BA), paralizaram as operações da planta desde o último sábado (31).
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
A V-Biodiesel, usina sediada em Iraquara (BA), está com suas operações paralisadas desde o último sábado (31).
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica, Farmacêutica do Estado da Bahia (Sindiquímica-BA) e a direção do Grupo Oleoplan – que há dois anos e meio adquiriu a unidade – já vêm se estranhando há vários dias.
A V-Biodiesel, usina sediada em Iraquara (BA), está com suas operações paralisadas desde o último sábado (31). O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química, Petroquímica, Plástica, Farmacêutica do Estado da Bahia (Sindiquímica-BA) e a direção do Grupo Oleoplan – que há dois anos e meio adquiriu a unidade – já vêm se estranhando há vários dias.
O sindicato reclama que a empresa não tem pago aos funcionários valores referentes à participação nos lucros e resultados (PLR) da usinas. A direção da Oleoplan nega a acusação e diz que “cumpre a legislação trabalhista e os termos da convenção sindical”.
De acordo com o diretor do departamento jurídico do Sinquímica-BA, José Bonfim Xavier, a decisão de paralisar as atividades só foi tomada depois que as as negociações com o Grupo Oleoplan chegaram a um impasse. “A empresa não nos fez nenhuma proposta. Apenas ameaçou a fechar a fábrica de Iraquara”, reclama o sindicalista.
Já a versão apresentada pela Oleoplan é bem diferente. Em nota encaminhada à reportagem, a empresa diz que foi surpreendida “pela ação de elementos do Sindiquímica, vindos de Salvador (...) que colocaram em risco funcionários e instalações, impedindo o acesso de trabalhadores na troca de turnos”. Ainda segundo a Oleoplan, até prestadores de serviços que não têm qualquer vínculo com o Sindiquímica-BA foram impedidos de trabalhar.
A empresa argumenta que “sempre esteve aberta ao diálogo com o sindicato” e que “novas demandas vinham sendo conversadas por meio dos canais competentes”. Na nota, a Oleoplan também afirmou que questionaria a greve legalmente. “Por causa disso, a empresa buscará a tutela cabível junto à Justiça do Trabalho, a fim de que a liberdade de nossos trabalhadores e de nossa empresa seja respeitada”, afirma a empresa.
Histórico As tensões entre empresa e sindicado vêm se avolumando há mais de uma semana. Uma reunião entre representantes da Oleoplan e o sindicato chegou a ser realizada no último dia 23 na Superintendência Regional do Trabalho em Salvador (BA) mas não chegou a nenhum resultado deficitivo.
Dentre as principais reivindicações dos trabalhadores estão melhorias na alimentação e plano de saúde oferecidos aos funcionários, além do pagamento das cotas do PLR que se encontram em atraso.