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Usina de biodiesel do Rio de Janeiro é vendida

A usina mudou de direção no começo deste mês. Essa é a segunda unidade produtora de biodiesle do Rio de Janeiro que passa a ter novo dono.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
No último dia 01 de julho, o controle acionário de uma das mais tradicionais usinas fluminenses passou para as mãos da Sumatex – empresa do Grupo Sumapar – que atua na área de química e logística há mais de 37 anos com atuação principalmente nos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo.

A Cesbra está sob nova direção. No último dia 01 de julho, o controle acionário da usina fluminense passou para a Sumatex – empresa do Grupo Sumapar – que atua na área de química e logística há mais de 37 anos com atuação principalmente nos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Embora não seja propriamente um dos maiores fabricantes de biodiesel do país – a Cesbra ocupa uma modesta 36ª posição no ranking de usinas com pouco mais de 60 milhões de litros em capacidade instalada –, ela é bastante relevante no mercado regional do Rio de Janeiro. Desde que entrou no mercado de biocombustíveis, em abril de 2008, a empresa vem apresentando um bom desempenho nos leilões da ANP.

A usina é a segunda no estado a trocar de mãos. Em meados de 2015, a Olfar adquiriu da Grand Valle uma usina de biodiesel localizada na cidade de Porto Real.

Segundo o diretor da Cesbra, Carlos Omar Polastri, a iniciativa do negócio partiu da própria companhia que já estava, há algum tempo, em busca de um novo parceiro interessado em viabilizar seu plano de expansão. “Queríamos uma empresa que fosse sólida e que já conhecêssemos. A Sumatex era nossa fornecedora há muitos anos”, diz acrescentando que as conversas começaram em meados do ano passado e levaram à assinatura de um pré-contrato em 23 de maio.

Próximos passos

Segundo Polastri – que permanecerá na Cesbra assessorando os novos donos durante os próximos meses –, a empresa pretende expandir sua atuação em várias frentes.

No mercado de químicos de estanho e outros metais no qual já atua há mais de 65 anos, por exemplo, haverá incremento. A empresa pensa em retomar a produção de metilato de sódio que se encontra paralisada – a substância é um dos catalisadores mais consumidos pela indústria de biodiesel.

No mercado de biodiesel, a ideia é incrementar a produção já no curto prazo adotando uma postura mais agressiva nos leilões da ANP. A ideia é passar a ofertar 100% de sua capacidade instalada nos certames. “Atualmente as nossas ofertas giram em torno de 4 milhões de litros, passar a ofertar 10 milhões por leilão seria um primeiro passo”, diz o executivo.

O segundo passo seria, naturalmente, a ampliação da usina aproveitando a janela de oportunidade criada pela antecipação do B10. “Podemos dobrar a capacidade instalada”, antecipa Polastri adiantando que esse projeto deve começar a sair do papel já no ano que vem.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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