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Perdas da Petrobras com biocombustíveis são de R$ 48 mi no 1º trimestre

Pelo menos não piorou. Essa é uma boa forma de descrever o prejuízo de R$ 48 milhões que o Grupo Petrobras levou no mercado de biocombustível.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Pelo menos não piorou. Essa é uma boa forma de descrever o prejuízo de R$ 48 milhões que o Grupo Petrobras levou no mercado de biocombustível durante o primeiro trimestre de 2016 (1T) conforme anunciado nessa quinta-feira (12). Esse resultado é praticamente idêntico ao registrado em igual período de 2015 – quando as perdas foram de R$ 49 milhões –, o que está longe de ser algo bom, mas já é um alívio e tanto sobre a sangria de R$ 503 milhões acontecida no trimestre imediatamente anterior.

Pelo menos não piorou. Essa é uma boa forma de descrever o prejuízo de R$ 48 milhões que o Grupo Petrobras levou no mercado de biocombustível durante o primeiro trimestre de 2016 (1T) conforme anunciado nessa quinta-feira (12). Esse resultado é praticamente idêntico ao registrado em igual período de 2015 – quando as perdas foram de R$ 49 milhões –, o que está longe de ser algo bom, mas já é um alívio e tanto sobre a sangria de R$ 503 milhões acontecida no trimestre imediatamente anterior.

Mais do que isso, esse foi o melhor resultado para a estatal desde o quarto trimestre de 2013 quando as perdas com biocombustíveis foram de R$ 36 milhões.

Desde que a Grupo Petrobras começou a reportar seus resultados no mercado de biocombustíveis – a partir do primeiro bimestre de 2010 –, a estatal já acumula perdas de R$ 2 bilhões com o negócio. Ela não obteve lucro em um trimestre sequer. Pior, as perdas anuais só fizeram crescer ao longo do tempo até que, no ano passado, chegaram a R$ 966 milhões.

Revisão

Segundo o relatório publicado pela companhia, o que tornou o final do ano passado particularmente ruim foi o reconhecimento por parte da companhia de que suas usinas de etanol e de biodiesel já não valem tanto quanto inicialmente calculado. Essa revisão no valor dos ativos obrigou a empresa a computar perdas de R$ 543 milhões.

Já neste trimestre, o fator mais relevante para o prejuízo foi o aumento nos preços das matérias-primas, do metanol e o impacto do câmbio.

No 1T, os biocombustíveis geraram receitas de R$ 228 milhões. A empresa, contudo, teve custos de R$ 248 o que lhe valeu prejuízo bruto de R$ 20 milhões. Outras despesas fizeram esse prejuízo engordar.

Uma boa notícia veio das participações da Petrobras em outras empresas fabricantes de biocombustíveis que renderam R$ 43 milhões ao grupo e impediram um prejuízo ainda maior. Foi a primeira vez que essa categoria rendeu um resultado positivo para a companhia.

Gota no oceano

Perto do prejuízo de R$ 1,246 bilhão que o Grupo Petrobras como um todo teve no 1º trimestre, as perdas no mercado de biocombustíveis até parecem moderadas. No 1T do ano passado, a estatal havia tido lucro de R$ 5,3 bilhões.

A situação da empresa depois se agravou e ela já está entrando em seu terceiro trimestre de perdas. A petroleira tem passado por maus bocados nos últimos tempos afetadas não somente pelos reflexos da Operação Lava Jato que desbaratou um esquema de corrupção que chegava aos escalões mais altos da empresa, mas também pela queda nas cotações internacionais do petróleo e pela crise persistente da economia brasileira que vem reduzindo a demanda por seus principais produtos.

Apesar do mau resultado financeiro, o endividamento líquido da empresa teve uma melhora indo de R$ 391,9 bilhões em dezembro para R$ 369,4 bilhões agora.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com  
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