Perdas da PBio chegam a R$ 89 milhões no 3º trimestre de 2014
A Petrobras Biocombustível continua operando no vermelho. No 3º Trimestre de 2014, a empresa perdeu um total de R$ 89 milhões.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
Demorou, mas – finalmente – saiu. Foi publicado ontem (27), o balanço com os resultados financeiros da Petrobras para o 3º Trimestre de 2013. O documento permite constatar que a Petrobras Biocombustível (PBio) teve umas um prejuízo. Dessa veza, as perdas da subsidiária da gigante estatal do petróleo somaram de R$ 89 milhões, piora em relação ao computado no bimestre anterior.
Demorou, mas – finalmente – saiu. Foi publicado ontem (27), o balanço com os resultados financeiros da Petrobras para o 3º Trimestre de 2013. O documento permite constatar que a Petrobras Biocombustível (PBio) teve umas um prejuízo. Dessa veza, as perdas da subsidiária da gigante estatal do petróleo somaram de R$ 89 milhões, piora de quase 35% sobre os R$ 66 milhões de prejuízo computado no bimestre anterior.
Para a Petrobras, o rombo no intervalo entre os bimestres poderia ter sido pior se não fosse o biodiesel. “O aumento do prejuízo refletiu as maiores perdas com participações em investidas do setor de etanol, compensado parcialmente pelas menores perdas com participações em investidas do setor de biodiesel”, diz o relatório publicado pela estatal.
O prejuízo também cresceu, embora com menos vigor, no acumulado dos três primeiros trimestre do ano. Entre janeiro e setembro de 2014, a estatal ficou R$ 230 milhões no vermelho contra R$ 218 – 5,5% – no mesmo período do ano passado. Curiosamente, nesse caso, a justificativa dos técnicos da Petrobras é diametralmente oposta. “O aumento do prejuízo decorreu das perdas com participações em investidas do setor de biodiesel”, justifica o mesmo relatório.
Há, entretanto, uma boa notícia. Quando comparado ao mesmo período em 2013, o prejuízo da PBio no 3T de 2014 se mostra 7,3% menor.
Atraso Originalmente, este balanço deveria ter sido apresentado em novembro passado. Contudo, em função da sequência de escândalos de corrupção e desvio de verbas na qual a petrolífera está medita, a PriceWaterhouseCoopers – auditoria internacional que verifica os resultados da empresa – se recusou a avalizar o balanço.
Isso foi levando a empresa a aditar seguidas vezes a publicação destes resultados que só saíram agora.
O mercado esperava que a empresa publicasse uma estimativa das perdas causadas pelas irregularidades investigadas desde março passado pela Operação Lava Jato. No entanto, a empresa considerou impraticável “quantificar de forma correta, completa e definitiva tais valores”.
O lucro líquido da empresa caiu 38% em relação ao trimestre anterior ficando em pouco menos de R$ 3,1 bilhões no 3T. No acumulado, o lucro da estatal ficou me R$ 13,4 bilhões – 22% a menos que no mesmo período de 2013.