A Petrobras Biocombustível nunca foi propriamente uma fonte de alegrias dentro do combalido Grupo Petrobras. No ano passado, no entanto, a sangria parece ter se tornado particularmente aguda: entre janeiro e dezembro de 2015, a petroleira amargou perdas de incríveis R$ 955,8 milhões. A informação consta do Relatório de Administração que a companhia tornou público recentemente.
A Petrobras Biocombustível nunca foi propriamente uma fonte de alegrias dentro do combalido Grupo Petrobras. No ano passado, no entanto, a sangria parece ter se tornado particularmente aguda: entre janeiro e dezembro de 2015, a petroleira amargou perdas de incríveis R$ 955,8 milhões. A informação consta do Relatório de Administração que a companhia tornou público recentemente.
Esse resultado sozinho praticamente dobrou o prejuízo que a Petrobras tinha acumulado no mercado de biocombustíveis desde que passou a atuar de forma mais ativa nesse segmento em 2010. Nesses seis anos, as perdas totais já chegam em R$ 1,98 bilhão. A piora no desempenho fica ainda mais clara quando se considera que, no prazo de um ano, o prejuízo se multiplicou por três. Em 2014, as perdas haviam sido de R$ 266,3 milhões.
Mais receita
A empresa nem se saiu tão mal assim no que diz respeito às receitas. As vendas da companhia totalizaram R$ 768,7 milhões no ano passado um crescimento de respeitáveis 23,4% sobre o apurado em 2014.
Em boa parte, essa melhora veio do negócio de biodiesel onde a PBio e a BSBios – empresa na qual a PBio tem participação de 50% – tiveram um aumento de 17,4% no volume entregue ao longo do ano passado totalizando 677,6 milhões de litros.
Mesmo assim, a empresa terminou o ano com um prejuízo bruto de R$ 75,7 milhões. Ruim, mas bem superior às perdas de R$ 84,4 milhões de 2014.
Mesmo com o crescimento do faturamento os produtos vendidos custaram mais caro que o valor obtido com a venda. O custo foi de R$ 844,5 milhões e a receita com os produtos R$ 768,7 milhões, um rombo de R$ 75,7 milhões. Em 2014 essa diferença foi de R$ 84,4 milhões.
Meio bilhão
O que realmente matou o ano para a PBio foi uma revisão no valor dos ativos pertencentes à companhia. Essa revisão turbinou os prejuízos da companhia em mais de R$ 543,3 milhões quando computadas as perdas em controladas fabricantes de etanol e na processadora de oleaginosas Bioóleo.
Outros R$ 61 milhões em prejuízos vieram de revisão do valor das usinas de biodiesel que passam a ter um valor recuperável de R$ 101,01 milhões. A essas perdas soma-se ainda o custo de R$ 17 milhões pagos pela PBio à Petrobras a título de “arrendamento das usinas de biodiesel” que nominalmente pertencem à empresa (no ano passado, o valor pago com arrendamento havida sido de R$ 12,3 milhões).
Sem estas duas fontes de perdas, o prejuízo anual da PBio teria se restringido a R$ 351,6 milhões. Apesar de menos assustador, esse resultado por si só já seria o pior na história da empresa.
BSBios
O relatório com os resultados da PBio também permite saber que a Bsbios teve um prejuízo menor 2015. A empresa que havia encerrado 2014 com perdas de R$ 65,6 milhões cortou a sangria para menos da metade.
Em 2015, a BSBios teve prejuízo de R$ 29,9 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A Petrobras Biocombustível nunca foi propriamente uma fonte de alegrias dentro do combalido Grupo Petrobras. No ano passado, no entanto, a sangria parece ter se tornado particularmente aguda: entre janeiro e dezembro de 2015, a petroleira amargou perdas de incríveis R$ 955,8 milhões. A informação consta do Relatório de Administração que a companhia tornou público recentemente.
Esse resultado sozinho praticamente dobrou o prejuízo que a Petrobras tinha acumulado no mercado de biocombustíveis desde que passou a atuar de forma mais ativa nesse segmento em 2010. Nesses seis anos, as perdas totais já chegam em R$ 1,98 bilhão. A piora no desempenho fica ainda mais clara quando se considera que, no prazo de um ano, o prejuízo se multiplicou por três. Em 2014, as perdas haviam sido de R$ 266,3 milhões.
Mais receita
A empresa nem se saiu tão mal assim no que diz respeito às receitas. As vendas da companhia totalizaram R$ 768,7 milhões no ano passado um crescimento de respeitáveis 23,4% sobre o apurado em 2014.
Em boa parte, essa melhora veio do negócio de biodiesel onde a PBio e a BSBios – empresa na qual a PBio tem participação de 50% – tiveram um aumento de 17,4% no volume entregue ao longo do ano passado totalizando 677,6 milhões de litros.
Mesmo assim, a empresa terminou o ano com um prejuízo bruto de R$ 75,7 milhões. Ruim, mas bem superior às perdas de R$ 84,4 milhões de 2014.
Mesmo com o crescimento do faturamento os produtos vendidos custaram mais caro que o valor obtido com a venda. O custo foi de R$ 844,5 milhões e a receita com os produtos R$ 768,7 milhões, um rombo de R$ 75,7 milhões. Em 2014 essa diferença foi de R$ 84,4 milhões.
Meio bilhão
O que realmente matou o ano para a PBio foi uma revisão no valor dos ativos pertencentes à companhia. Essa revisão turbinou os prejuízos da companhia em mais de R$ 543,3 milhões quando computadas as perdas em controladas fabricantes de etanol e na processadora de oleaginosas Bioóleo.
Outros R$ 61 milhões em prejuízos vieram de revisão do valor das usinas de biodiesel que passam a ter um valor recuperável de R$ 101,01 milhões. A essas perdas soma-se ainda o custo de R$ 17 milhões pagos pela PBio à Petrobras a título de “arrendamento das usinas de biodiesel” que nominalmente pertencem à empresa (no ano passado, o valor pago com arrendamento havida sido de R$ 12,3 milhões).
Sem estas duas fontes de perdas, o prejuízo anual da PBio teria se restringido a R$ 351,6 milhões. Apesar de menos assustador, esse resultado por si só já seria o pior na história da empresa.
BSBios
O relatório com os resultados da PBio também permite saber que a Bsbios teve um prejuízo menor 2015. A empresa que havia encerrado 2014 com perdas de R$ 65,6 milhões cortou a sangria para menos da metade.
Em 2015, a BSBios teve prejuízo de R$ 29,9 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com