Parte dos equipamentos industriais pertencentes à usina de biodiesel da Bionasa será leiloada para garantir o pagamento de débitos trabalhistas.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Em meados de fevereiro deste ano, a Bionasa teve parte de seus bens bloqueados pela Justiça do Trabalho devido ao não cumprimento de acordos trabalhistas.
No próximo dia 24 de julho às 13h, diversos destes bens – incluindo vários dos equipamentos industriais da usina de biodiesel que pertencente à companhia – serão leiloados.
Em meados de fevereiro deste ano, a Bionasa teve parte de seus bens bloqueados pela Justiça do Trabalho devido ao não cumprimento de acordos trabalhistas. No próximo dia 24 de julho às 13h, diversos destes bens – incluindo vários dos equipamentos industriais da usinas de biodiesel que pertencente à companhia – serão leiloados.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação dos Estados de Goiás e Tocantins (Stiag) que representa os funcionários da Bionasa, os créditos trabalhistas devidos pela empresa beiram a casa dos R$ 2 milhões. Na ocasião, serão disponibilizados à venda equipamentos avaliados, no total, em R$ 9,1 milhões.
Entre os maquinários que serão colocados a venda estão uma caldeira geradora de vapor, duas centrífugas autolimpantes (fases leve e pesada) e um cromatógrafo. O certame será realizado de forma virtual, podendo ser acompanhado pelo endereço eletrônico www.leiloesjudiciais.com.br.
“Com o resultado positivo do leilão, os acordos trabalhistas em execução poderão ser quitados”, torce Nathália Machado, do Departamento Jurídico do sindicato.
Caso não apareçam interessados em comprar os bens nos valores que eles foram estimados, a Justiça do Trabalho já determinou uma segunda oportunidade para o arremate dos equipamentos: em 24 de julho próximo, às 13h, no mesmo domínio eletrônico. Só que, desta vez, leva quem der o melhor lance.
Derrocada Situada em Porangatu – município de Goiás a 400 km de Goiânia e a 390 km de Brasília –, a Bionasa é uma das maiores usinas do país, com capacidade autorizada para fabricar até 235 milhões de litros por ano.
A empresa não participa dos leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) desde setembro de 2012, quando foi realizado o L27. Na ocasião, a Bionasa vendeu 11 milhões de litros, menos da metade do negociado no certame anterior (L26) – um indício de que as coisas não estavam caminhando muito bem para a companhia.
A gravidade da situação financeira da Bionasa se tornaram conhecidas em em fevereiro passado quando BiodieselBR.com recebeu de uma fonte anônima que se identificou como ex-funcionário da empresa a informação de que os salários dos funcionários não vinham sendo pagos desde junho de 2013. Essa informação foi posteriormente confirmada pelo Stiag.
Segundo uma fonte ouvida pelo portal à época da denúncia, a usina estaria com sua produção paralisada “há cerca de seis meses ou mais” – dez meses ou mais a contar dos dias atuais.