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Mesa de abastecimento do biodiesel debate antecipação do aumento de mistura

Na reunião da Mesa de Abastecimento do Biodiesel realizada ontem (29) foram debatidas as perspectivas do aumento de mistura e sobre a demanda no L55.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Há uma pressão para o setor de biodiesel dê um passo atrás para conseguir dar dois adiante. É essa a moral da história dos debates ocorridos na mais recente reunião da Mesa de Abastecimento do Biodiesel que aconteceu na tarde de ontem (29) na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Rio de Janeiro.

Há uma pressão para o setor de biodiesel dê um passo atrás para conseguir dar dois adiante. É essa a moral da história dos debates ocorridos na mais recente reunião da Mesa de Abastecimento do Biodiesel que aconteceu na tarde de ontem (29) na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Rio de Janeiro.

Segundo BiodieselBR.com pôde apurar, os fabricantes estão frente a uma escolha de Sofia: eles podem lutar para conseguir a antecipação do B9 para setembro e B10 em março – possibilidade que desagrada as distribuidoras – ou garantir já um salto do B8 para B10 em março de 2018 em comum acordo com as distribuidoras.

A aparente contradição no posicionamento das distribuidoras vem da dificuldade relatada tanto pelo Sindicom quanto pela Federação Brasilcom em ter suas bases devidamente prontas para o aumento de mistura até o mês de setembro como vinha sendo negociado. “Mas eles topariam um salto de dois pontos percentuais que ele acontecesse com um prazo maior e mais planejamento”, contou uma fonte próxima.

De quebra – para adoçar essa negociação –, há sinais de que o governo estaria disposto a formalizar um cronograma de aumentos da mistura obrigatória para além do B10. A Lei 13.263/2016 dá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autonomia para avançar até o B15, embora sem que haja um prazo para chegar lá.

Deadline

O maior desafio é a falta de tempo para costurar um acordo que agrade todos os atores envolvidos. Se não houver um acordo, a decisão sobre a antecipação da mistura do biodiesel não poderá ser pautada na reunião do CNPE que está marcada para a próxima semana.

Se a decisão não for tomada agora, a próxima oportunidade só vira em dezembro, quando está marcada a 35ª reunião ordinária do CNPE.

A Ubrabio, no evento de celebração dos seus 10 anos, deixou claro sua posição contrária ao salto de B8 para B10 de uma só vez. Para a associação o salto de 25% de uma só vez na demanda traz riscos desnecessários e que a transição pode ser muito mais suave se o B9 for implementado antes do B10 em março de 2018.

Leilão

Além de tentar acertar os ponteiros sobre o aumento da mistura, a reunião também apresentou perspectivas a respeito da demanda para o L55 que vai negociar o biocombustível para o quarto bimestre do ano.

Pelas contas da ANP, a demanda poderia chegar a 780 milhões de litros – cerca de 50 milhões de litros acima do volume negociado no leilão anterior.

Já a visão do Sindicom é mais conservadora. Segundo o sindicato que representa as maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, com o Banco Central projetando  magros 0,5% de crescimento para o PIB brasileiro em 2017, os leilões de biodiesel devem se manter mais ou menos no mesmo patamar de demanda.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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