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Funcionários relatam problemas na usina de Candeias da PBio

PBio Problema_01_040114Funcionários da PBio de Candeias reclamam que a gerência da unidade tem sido negligente com manutenção da planta causando prejuízos e prejudicando a surança.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Embora uma edificação relativamente nova – tem pouco mais de cinco anos de existência –, a usina da Petrobras Biocombustíveis em Candeias (BA) vem apresentando problemas ocasionados pela falta de manutenção. Denúncias trazidas à BiodieselBR.com por um funcionário da usina dão conta de que a negligência por parte da gerência da unidade estão comprometendo não apenas a capacidade de produção da unidade como também as condições de segurança.

Segundo esse funcionário – a quem vamos atribuir o codinome de “Lúcio” –, vazamentos de substâncias perigosas como ácido clorídrico se tornaram corriqueiros por falta de manutenção adequada. “Virou rotina a gente parar a unidade para ver vazamentos”, conta Lúcio acrescentando que os consertos têm sido meros paliativos.

PBio Problema_01_040114Embora uma edificação relativamente nova – tem pouco mais de cinco anos de existência –, a usina da Petrobras Biocombustíveis em Candeias (BA) vem apresentando problemas ocasionados pela falta de manutenção. Denúncias trazidas à BiodieselBR.com por um funcionário da usina dão conta de que a negligência por parte da gerência da unidade estão comprometendo não apenas a capacidade de produção da unidade como também as condições de segurança.

Segundo esse funcionário – a quem vamos atribuir o codinome de “Lúcio” – vazamentos de substâncias perigosas como ácido clorídrico se tornaram corriqueiros por falta de manutenção adequada. “Virou rotina a gente parar a unidade para ver vazamentos”, conta Lúcio acrescentando que os consertos têm sido meros paliativos.

Um caso é particularmente grave aconteceu em janeiro de 2013 quando recomendações da gerência de operação sobre a manutenção no vent (equipamento de despressurização de tanques atmosféricos) de um tanque teriam sido ignoradas pela liderança da unidade. Resultado: o tanque entrou em colapso e foi danificado [veja foto] gerando um prejuízo de R$ 2 milhões e reduzindo a capacidade de estoque em 1.000 m³.

O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) – entidade que representa os profissionais da usina de Candeias – confirma as informações repassadas pelo funcionário Lúcio. Segundo o coordenador-geral do Sindipetro-BA, Paulo César Martin, “houve uma série de erros por parte da gerência no que concerne à manutenção”, fato que “vem fazendo uma planta relativamente nova parar várias vezes.” O sindicato chegou a convocar um protesto na porta da usina.

Outro lado
A Petrobras Biocombustível defende-se das acusações de desleixo. Em nota encaminhada por e-mail à reportagem de BiodieselBR.com, a empresa afirma que suas operações são efetuadas “de acordo com rigorosos padrões de segurança, manutenção, inspeção (...) com foco na integridade de seus trabalhadores e de suas instalações, na qualidade do produto e na proteção ao meio ambiente”. 

A nota encaminhada pela assessoria da estatal à redação diz ainda que a companhia trabalha de forma preventiva a fim de evitar incidentes e que, quando estes ocorrem, as causas são apuradas e medidas corretivas são adotadas. “No tocante ao acidente com o tanque, ocorrido em janeiro de 2013, a empresa seguiu as práticas mencionadas e, por meio de uma comissão técnica, analisou as causas e indicou as medidas para evitar a repetição.”

Contudo, mesmo sendo informada da íntegra do conteúdo da denúncia feita pelo funcionário, a empresa não desmente ou refuta a acusação de que o gerente da usina teria ignorado recomendações da equipe, provocando o colapso do equipamento.

Lúcio confirma que, à época, foi realmente aberta uma comissão de investigação, mas que esta foi presidida precisamente pelo gerente que havia causado o problema. “O relatório final o isentou de qualquer responsabilidade sobre o colapso do tanque, jogando a culpa na operação”, revolta-se.

Prejuízos
O funcionário relata também a existência de uma planta industrial, que se encontra parada em função de um erro de projeto da engenharia. “Só tem uma planta em Candeias produzindo. A outra está parada”, informa. Segundo Lúcio, a interrupção da operação dessa planta – que já dura uma semana – custa à PBio R$ 630 mil por dia. 

Para piorar a situação, Lúcio diz que, para reduzir os prejuízos a direção mandou cortar um turno dos laboratórios o que estaria aumentando ainda mais o desgaste entre a chefia da planta e seus empregados. 

Segundo o Sindipetro-BA, os funcionários dispensados dos turnos dos laboratórios das três usinas de biodiesel da estatal devem ser realocados para outras funções na estatal e o serviço de laboratório será terceirizado. “Estão buscando a redução de custo em cima do trabalhador”, dispara o coordenador-geral do sindicato. 

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Cátia Franco – BiodieselBR.com
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