Implementado neste domingo, a nova mistura obrigatória eleva a demanda mensal por biodiesel em cerca de 9%
Desde ontem (01), o Brasil passou a ter um novo óleo diesel. Seguindo com o cronograma que havia sido definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na Resolução 16/2018, todos os postos de combustíveis do país precisam passar a vendar uma mistura de pelo menos 12% de biodiesel e 88% de diesel convencional de origem fóssil – o B12.
E esse é o mínimo. Segundo as novas regras do setor, as distribuidoras têm autonomia para adicionar até 15% de biodiesel do óleo diesel que vendem aos postos. Nos próximos anos, o piso da mistura vai subir um ponto percentual por ano até chegar no B15 março de 2023.
Desde ontem (01), o Brasil passou a ter um novo óleo diesel. Seguindo com o cronograma que havia sido definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na Resolução 16/2018, todos os postos de combustíveis do país precisam passar a vendar uma mistura de pelo menos 12% de biodiesel e 88% de diesel convencional de origem fóssil – o B12.
E esse é o mínimo. Segundo as novas regras do setor, as distribuidoras têm autonomia para adicionar até 15% de biodiesel do óleo diesel que vendem aos postos. Nos próximos anos, o piso da mistura vai subir um ponto percentual por ano até chegar no B15 março de 2023.
O impacto vai ser grande. Se a nova mistura estivesse em vigor desde março do ano passado, a demanda efetiva por biodiesel do mercado brasileiro teria sido 13,1% maior. Ao invés dos 5,9 bilhões de litros registrados, teriam sido consumidos um pouco mais 6,7 bilhões de litros de biodiesel puro. Isso teria acrescentado R$ 2,26 bilhões aos resultados financeiros obtidos pelo setor de biodiesel em 2019. Um crescimento semelhante a esse é esperado para 2020
Celebração
Os fabricantes, como não poderia deixar de ser, comemoraram o lançamento do B12.
Segundo o economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral, o novo avanço dá segurança ao setor. “É um passo importante que confirma o cronograma de aumento da mistura do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que gradativamente a mistura de biodiesel atinja os 15% (B15) até 2023”, aponta ressaltando que o aumento da mistura aumenta a estabilidade dos preços do diesel nos postos. “Resultado da estrutura sólida do sistema de comercialização de biodiesel por meio de leilões públicos. Esse modelo gera uma concorrência forte entre os participantes e elevada transparência que resulta em melhores preços para o consumidor final”, reforça.
Já o presidente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés, destaca o impacto ambiental positivo da medida. Segundo ele, em 2020 o uso de biodiesel reduzirá as emissões de gás carbônico no setor de transportes em 13,3 milhões de toneladas. “[Isso] equilibra as emissões de carbono, que há centenas de anos se acumulam na atmosfera pelo uso dos combustíveis fósseis. Equilibra também a exploração dos potenciais brasileiros, reduzindo importação de combustível e fortalecendo a indústria [nacional]”, destaca.
Por meio de nota, a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) também ressaltou a importância da chegada do B12. “A ampliação da produção nacional de biocombustível gera mais empregos, mais investimento, mais famílias de agricultores beneficiadas, mais pesquisa e valor agregado para a economia nacional, além de reduzir a necessidade de importação de diesel fóssil”, pontuou.
A previsão do setor para o ano de 2020 é que a produção de biodiesel em 2020 gire entre 6,9 e 7 bilhões de litros. Um incremento de cerca de 17% em relação aos quase 5,9 bilhões produzidos em 2019.
A movimentação financeira esperada é da ordem de R$ 20 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com