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Biocombustível deu R$ 110 mi em prejuízo à Petrobras no 3º trimestre

Biocombustíveis deram R$ 110 milhões em prejuízos para a Petrobras no 3º Trimestre. O grupo como um todo teve perdas de R$ 3,8 bilhões.
BiodieselBR 4 min de leitura
Operações com biocombustíveis deram R$ 110 milhões em prejuízos para a Petrobras. E olhe que melhorou! No trimestre passado, as perdas foram de R$ 304 milhões. A informação foi divulgada ontem (12) com a publicação dos relatórios com os resultados financeiros do grupo petroleiro para o 3º Trimestre do ano.

PBioResultado3t GRAFICO 131115Operações com biocombustíveis deram R$ 110 milhões em prejuízos para a Petrobras. E olhe que melhorou! No trimestre passado, as perdas foram de R$ 304 milhões. A informação foi divulgada ontem (12) com a publicação dos relatórios com os resultados financeiros do grupo petroleiro para o 3º Trimestre do ano.

Apesar de “mais comportado” esse foi o terceiro pior resultado trimestral da área, atrás somente do – já mencionado – 2º trimestre de 2015 e do 2º trimestre de 2012 quando as perdas totalizaram R$ 113. Ou seja, se não fosse pelo trimestre passado, o resultado atual praticamente igualaria o maior prejuízo na história da do segmento.

Faltando ainda um trimestre para fechar o ano as perdas acumuladas em 2015 já ultrapassam a marca dos R$ 460 milhões. É uma piora de 55,4% sobre o resultado de 2014 – que já era o pior da história com prejuízo acumulado de R$ 298 milhões. E, considerando que os biocombustíveis jamais deram lucro para a companhia, tudo leva a crer que as perdas só tendem a alargar quando foram conhecidos os resultados do 4T.

Nos cinco anos, desde que a Petrobras entrou no negócio de biocombustíveis, as perdas acumuladas com esse segmento já beiram os R$ 1,5 bilhão.

Mesmo assim, a companhia continua investindo no negócio e apresenta investimentos consolidados de R$ 58 milhões na área entre janeiro e setembro. Um crescimento de 140% sobre os R$ 24 milhões investidos nos mesmos meses de 2014.

Operacional

As perdas são mais modestas quando se pega apenas o resultado operacional com biocombustíveis. Nesse caso, o prejuízo foi de “apenas” R$ 63 milhões. Segundo o relatório divulgado pela companhia, houve melhora nas margens do biodiesel em função do “aumento nos preços médios de realização e novos volumes de vendas em 2015” até de redução nas “perdas no segmento etanol”.

As receitas com vendas de biocombustíveis entre janeiro e setembro totalizaram R$ 526 milhões – um crescimento de 20,6% sobre os R$ 436 milhões do ano passado. O problema é que o custo para fabricar esses produtos foi de R$ 587 milhões, o que deixa a margem bruta negativa em R$ 61 milhões. Esse resultado é um pouco melhor do que no ano passado quando as perdas até setembro acumulavam R$ 87 milhões.

Dessa vez, o que realmente tingiu de vermelho o balanço do setor de biocombustíveis foi a perda com investimentos. Elas tiveram uma contração de R$ 347 milhões em função da revisão do plano de negócios da Petrobras.

Grupo

Se, antes, era relativamente suave para a Petrobras diluir essas perdas em seu balanço. Com a piora na performance financeira da empresa em 2015, isso ficou bem mais complicado.

No 3º Trimestre, a Petrobras deu prejuízo líquido de R$ 3,8 bilhões contra ganhos de R$ 500 milhões no 2T. Isso baixou o lucro da empresa nos primeiros 9 meses de 2015 para R$ 2,1 bilhões, 58% menor do que os R$ 5 bi que ela havia ganhando no mesmo período de 2014.

O prejuízo dos biocombustíveis teve um impacto muito maior nos resultados da Petrobras esse ano. Até o 3 trimestre do ano passado, sem biocombustíveis a Petrobras lucraria 4,6% a mais. Este ano, o lucro seria 22% maior sem os combustíveis renováveis.

Pelo lado positivo, o resultado operacional da companhia mais do que dobrou no período indo de R$ 11,5 bilhões em 2014 para R$ 28,6 bilhões agora.

Multa bilionária

O relatório de informações trimestrais traz ainda uma outra nota negativa para a Petrobras no que diz respeito a seu envolvimento com a área de biocombustíveis.

O capitulo reservado para processos judiciais informa que a empresa enfrenta três autuações do fisco relacionadas a forma como ela vem utilizado as regras de diferimento nas operações de venda de B100 e ao pagamento de ICMS em estados das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Espírito Santo. Esses autos podem custar aos cofres da companhia outros R$ 2,2 bilhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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