Unidade produtiva localizada no sul do Mato Grosso havia sido incorporada pelo grupo de proteína animal em 2014
A Biocamp vai deixar de existir. Ao menos nominalmente. Foi publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (26) uma autorização permite que a usina operante desde 2007 na cidade de Campo Verde (MT) passe a se chamar JBS.
A Biocamp vai deixar de existir. Ao menos nominalmente. Foi publicado no Diário Oficial da União dessa segunda-feira (26) uma autorização permite que a usina operante desde 2007 na cidade de Campo Verde (MT) passe a se chamar JBS.
O gigante do setor de proteína animal já controlava a Biocamp desde setembro de 2014. Em 2015, a usina mato-grossense havia passado a ser uma subsidiária integral da JBS.
A mudança é mais cosmética do que prática. A capacidade instalada da usina de Campo Verte continuará nos mesmos 108 milhões de litros que apresenta desde julho de 2010. Atualmente, ela ocupa uma modesta 30ª posição no ranking dos fabricantes – empatada com as usinas da Delta, Biofuga e Bocchi.
No ano passado, a planta foi a 22ª maior fabricante de biodiesel do país com produção declarada de 93,5 milhões de litros – cerca de 2,2% da produção nacional em 2017.
JBS
Além da produção em Campo Verde, a JBS também controla a usina de biodiesel de Lins (SP) cuja capacidade é de aproximadamente 201,7 milhões de litros. No total, o grupo empresarial controla quase 310 milhões de litros o que representa 3,6% de tudo o que o setor consegue fabricar por ano.
O grupo foi responsável pela produção de 212,6 milhões de litros em 2017. Isso equivale a 4,9% da produção brasileira para o período.
Além da JBS, há sete outros grupos empresarias operam mais de uma unidade de biodiesel. Em termos de capacidade, a maior é a Granol que é dona de três usinas que, juntas, podem fabricar até 1,18 bilhão de litros por ano.
BiodieselBR.com apurou que para oficializar a mudança da razão social de sua planta mato-grossense, a JBS ainda depende de uma resposta da Receita.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com