A usina de Canoas (RS) está fechando uma parceria com a ALL para fazer o transporte de biodiesel que fabrica por via férrea.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Mais uma usina está para entrar no restrito clube das fabricantes de biodiesel capazes de despachar o biocombustível que fabricam por linha férrea. Em parceria com a América Latina Logística – concessionária que administra quase 13 mil quilômetros de ferrovias no Brasil –, a Bianchini está investindo nesse novo modal.
Instalada em Canoas (RS), a usina é a quinta maior do país com capacidade para fabricar até 324 milhões de litros por ano.
Mais uma usina está para entrar no restrito clube das fabricantes de biodiesel capazes de despachar o biocombustível que fabricam por linha férrea. Em parceria com a América Latina Logística – concessionária que administra quase 13 mil quilômetros de ferrovias no Brasil –, a Bianchini está investindo nesse novo modal.
Instalada em Canoas (RS), a usina é a quinta maior do país com capacidade para fabricar até 324 milhões de litros por ano. Ela também é uma das maiores vendedoras de biodiesel do Brasil, no Leilão 37 ela foi a terceira em volume de vendas com 42 milhões de litros arrematados.
Localizada a apenas 20 quilômetro de Porto Alegre, a empresa já não tem uma logística das piores. Mas a adição do modal ferroviário pode melhorar a competitividade na disputa por uma fatia maior do concorrido mercado da Região Sudeste. Duas outras usinas gaúchas – a BSBios de Passo Fundo e a Camera de Ijuí – já vem fazendo investimentos nesse sentido há algum tempo. Para viabilizar o projeto, a Bianchini adaptou sua estrutura internas para que o carregamento de biodiesel saia diretamente da usina.
Segundo Giovani Becker, coordenador da área de líquidos da ALL, a parceria com a usina Bianchini é apenas umas das ações prioritárias dentro do plano previsto para a área em 2014. “Hoje, carregamos biodiesel de duas usinas: Camera em Ijuí-RS e BSBios em Passo Fundo-RS. Agora a Bianchini em Canoas-RS. Existem outros projetos em prospecção e estimamos crescimento em virtude da decisão do governo em aumentar a quantidade de biodiesel no diesel, de 5% para 7%, previsto para novembro deste ano”, explica.
No transporte do biodiesel, a carga segue via ferrovia até o pool de Araucária (PR) de onde o produto pode ser distribuído por caminhão. Para a Bianchini, isso encurta a viagem do biodiesel em caminhões até a cidade de São Paulo em quase 770 km. Já existem projetos para habilitar a descarga diretamente em Paulínia (SP) o que deixaria as empresas que optarem pelo transporte ferroviário a apenas 120 km do maior mercado consumidor do país.
Cada trem com 60 vagões carregado com biodiesel substitui cerca de 90 caminhões.