Uma reunião para estabelecer uma perspectiva de longo prazo comum entre as associações do setor que servirá como base para ações do governo. É isso que, em essência, deverá acontecer nessa próxima segunda-feira (19) durante o chamado “Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis” que acontecer na sede do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília.
Uma reunião para estabelecer uma perspectiva de longo prazo comum entre as associações do setor que servirá como base para ações do governo. É isso que, em essência, deverá acontecer nessa próxima segunda-feira (19) durante o chamado “Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis” que acontecer na sede do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília.
O encontro vai reunir representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
Embora vá acontecer nas dependências do ministério e deva, até mesmo, ser acompanhado por representantes do governo, não se trata bem de um evento oficial. A locação foi escolhida apenas por se tratar de um terreno neutro. Segundo o presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FrenteBio), deputado federal Evandro Gussi, a iniciativa para que o encontro fosse realizado partiu dele e das três representações setoriais. “O seminário é resultado de um pedido meu junto com as entidades do setor”, explica.
Espaço de interlocução
Nada disso quer dizer que o MME estará alheio aos desdobramentos do encontro. BiodieselBR.com apurou que – se não é propriamente o organizador – o ministério, pelo menos, instigou sua realização para atender a uma diretriz do novo governo de enfatizar mais o diálogo com os setores produtivos.
A ideia, nesse primeiro momento, é coletar subsídios para um amplo diagnóstico que permitirá identificar pontos consensuais onde seja possível agir de forma a obter resultados mais rapidamente.
Segundo o assessor econômico da Abiove, Fábio Guerra, a ideia é alinhar discussões e propostas que já estão circulando pelo setor “há algum tempo” para compor uma “visão de longo prazo” mais coerente. “Vai ser um encontro de caráter estritamente técnico para discutir o longo prazo do biodiesel”, resume acrescentando que o foco não estará em produzir resultados tangíveis. Pelo menos não por enquanto. “Esses inputs devem ser aproveitados internamente pelo governo para produzir algo mais formal e estruturado”, complementa.
“A intensão é construir [o futuro do setor] em conjunto”, prossegue Guerra.
A programação do seminário aponta que o horizonte dos debates será o ano de 2030 especialmente as contribuições que a indústria do biodiesel pode dará para que o Brasil atinja as metas de redução dos gases de efeito estufa com as quais se comprometeu ao ratificar o Acordo de Paris.
Nesse sentido, a Ubrabio deve colocar na mesa a proposta de um novo cronograma de aumentos da mistura obrigatória para além das previsões da Lei 13.263/2016. Segundo a associação que chegarmos ao B30 até o ano de 2030 – com uma demanda estimada de 15 bilhões de litros de biocombustível –, a quantidade de gás carbônico que deixará de ser emitida equivalerá a 80% da meta brasileira.
Curto prazo
Não quer dizer que só se falará do futuro distante. Gussi espera que o encontro também seja uma oportunidade para alavancar o debate em torno da própria Lei 13.263/2016 criando um clima positivo para a antecipação da chegada do B8. “A lei diz que [o aumento da mistura] precisa acontecer até março que vem, mas não obriga a esperar tanto”, resume.
Outro ponto importante será o fortalecimento de um consenso para a aceleração dos testes de motores que a lei estipula. Segundo o parlamentar a ideia é acelerar o ritmo dos testes que darão sinal verde para que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) possa deliberar sobre uma eventual adoção do B15 no Brasil. Pelo texto atual, esses testes só precisam ser completados em março de 2019. “Queremos que esses testes avancem mais rapidamente”, conclui o parlamentar.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Uma reunião para estabelecer uma perspectiva de longo prazo comum entre as associações do setor que servirá como base para ações do governo. É isso que, em essência, deverá acontecer nessa próxima segunda-feira (19) durante o chamado “Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis” que acontecer na sede do Ministério de Minas e Energia (MME) em Brasília.
O encontro vai reunir representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
Embora vá acontecer nas dependências do ministério e deva, até mesmo, ser acompanhado por representantes do governo, não se trata bem de um evento oficial. A locação foi escolhida apenas por se tratar de um terreno neutro. Segundo o presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FrenteBio), deputado federal Evandro Gussi, a iniciativa para que o encontro fosse realizado partiu dele e das três representações setoriais. “O seminário é resultado de um pedido meu junto com as entidades do setor”, explica.
Espaço de interlocução
Nada disso quer dizer que o MME estará alheio aos desdobramentos do encontro. BiodieselBR.com apurou que – se não é propriamente o organizador – o ministério, pelo menos, instigou sua realização para atender a uma diretriz do novo governo de enfatizar mais o diálogo com os setores produtivos.
A ideia, nesse primeiro momento, é coletar subsídios para um amplo diagnóstico que permitirá identificar pontos consensuais onde seja possível agir de forma a obter resultados mais rapidamente.
Segundo o assessor econômico da Abiove, Fábio Guerra, a ideia é alinhar discussões e propostas que já estão circulando pelo setor “há algum tempo” para compor uma “visão de longo prazo” mais coerente. “Vai ser um encontro de caráter estritamente técnico para discutir o longo prazo do biodiesel”, resume acrescentando que o foco não estará em produzir resultados tangíveis. Pelo menos não por enquanto. “Esses inputs devem ser aproveitados internamente pelo governo para produzir algo mais formal e estruturado”, complementa.
“A intensão é construir [o futuro do setor] em conjunto”, prossegue Guerra.
A programação do seminário aponta que o horizonte dos debates será o ano de 2030 especialmente as contribuições que a indústria do biodiesel pode dará para que o Brasil atinja as metas de redução dos gases de efeito estufa com as quais se comprometeu ao ratificar o Acordo de Paris.
Nesse sentido, a Ubrabio deve colocar na mesa a proposta de um novo cronograma de aumentos da mistura obrigatória para além das previsões da Lei 13.263/2016. Segundo a associação que chegarmos ao B30 até o ano de 2030 – com uma demanda estimada de 15 bilhões de litros de biocombustível –, a quantidade de gás carbônico que deixará de ser emitida equivalerá a 80% da meta brasileira.
Curto prazo
Não quer dizer que só se falará do futuro distante. Gussi espera que o encontro também seja uma oportunidade para alavancar o debate em torno da própria Lei 13.263/2016 criando um clima positivo para a antecipação da chegada do B8. “A lei diz que [o aumento da mistura] precisa acontecer até março que vem, mas não obriga a esperar tanto”, resume.
Outro ponto importante será o fortalecimento de um consenso para a aceleração dos testes de motores que a lei estipula. Segundo o parlamentar a ideia é acelerar o ritmo dos testes que darão sinal verde para que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) possa deliberar sobre uma eventual adoção do B15 no Brasil. Pelo texto atual, esses testes só precisam ser completados em março de 2019. “Queremos que esses testes avancem mais rapidamente”, conclui o parlamentar.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com