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ANP projeta crescimento de 35% no consumo de diesel até 2026

Documento elaborado pela ANP sinaliza que vendas de diesel devem avançar 3,1% ao ano e puxar a expansão do mercado de combustíveis que deve totalizar 20% no período.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
As vendas de óleo diesel no Brasil estão para embarcar num novo período de expansão sustentada de longo prazo. Segundo projeções elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e divulgadas na semana passada, as vendas de diesel deverão avançar um total de 35,2% ao longo dos próximos 10 anos. O valor é bem mais robusto que o ritmo geral de expansão do mercado de combustíveis que deverá acumular 20% de crescimento até 2026.

As vendas de óleo diesel no Brasil estão para embarcar num novo período de expansão sustentada de longo prazo. Segundo projeções elaboradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e divulgadas na semana passada, as vendas de diesel deverão avançar um total de 35,2% ao longo dos próximos 10 anos. O valor é bem mais robusto que o ritmo geral de expansão do mercado de combustíveis que deverá acumular 20% de crescimento até 2026.



Os números constam do documento “Oportunidades na Produção e Abastecimento de Combustíveis no Brasil”, livreto editado na semana passada pela ANP para apresentar alguns indicadores chave a respeito do mercado de combustíveis brasileiro para investidores em potencial. Segundo os técnicos da agência, os brasileiros deverão consumir uma média de 1.261 milhares de barris ao dia (kb/d) de diesel em 2026. No ano passado, a média diária foi de, aproximadamente, 933 kb/d.

Com isso, devemos virar – de uma vez por todas – a página da prolongada crise que amargada nosúltimos anos. Depois de atingir seu pico em 2014 quando as vendas chegaram a 1.034,5 kb/d, o mercado recuou 9,8% até o final do ano passado.

Velocidade menor

Apesar da boa notícia, o ritmo de crescimento vai ser um pouco mais lento do que antes da crise.

Entre 2016 e 2026, o segmento vai crescer um pouco menos que 3,1% ao ano. No periodo de 2006 e 2016, a expansão média era de 3,3%. Em seu melhor momento – 2003 a 2013 – o crescimento chegou a 4,7% ao ano.

Mesmo caminhando um pouco mais devagar, o diesel será a locomotiva do mercado. Sem ele, o somatório dos combustíveis do ciclo Otto – gasolina e etanol –, GLP, querosene e óleo combustível crescerão um pouco abaixo de 1% ao ano atingindo consumo médio de 1.452 kb/d até o fim da década.

Importação

Segundo o documento da ANP, boa parte dessa demanda adicional terá que ser atendida por meio da importação de diesel uma vez que os investimentos previstos no setor de refino são relativamente modestos.

De acordo com dados da EPE apresentados durante a Conferência BiodieselBR 2017, ao longo do ano que vem deverão ser completadas obras que irão agregar mais 30 kb/d em capacidade produtiva ao 1º trem da a Refinaria de Abreu e Lima (RNEST). Já o 2º trem da planta está previsto para entrar em operação apenas em 2023 agregando mais 130 kb/d ao parque de refino brasileiro.

Mesmo que todas essas previsões se confirmem, em 2026 seria preciso importar 168 milhares de barris de óleo diesel – cerca de 26,7 milhões de litros – todos os dias. É uma tendência que já vem sendo sentida hoje em dia. Até outubro, mais de 10,4 bilhões de litros de diesel já haviam entrado no país colocando o país a caminho de superar o recorde de 2014 quando as importações chegaram em 11,2 bilhões de litros.

Essa tendência de aumento das importações de derivados reforça os argumentos em defesa de uma expansão mais ousada dos biocombustíveis como forma de reduzir a dependência externa.

Menos Petrobras

Some a isso a mudança de estratégia da Petrobras em relação à importação de combustíveis – a estatal praticamente deixou de importar diesel e reduziu substancialmente seu peso no segmento gasolina [veja gráfico].



Seja pelo aumento da movimentação, seja pela diversificação de atores atuando na atividade de importação de derivados do petróleo; o documento da ANP descreve a necessidade de novos investimentos para elevar a capacidade do país de internalizar grandes volumes de combustíveis. “[A] tancagem de combustíveis em áreas portuárias, que atualmente corresponde a cerca de cinco milhões de m³, não está sendo suficiente para atender à crescente demanda”, diz o relatório.

A íntegra do relatório Oportunidades na Produção e Abastecimento de Combustíveis no Brasil pode ser baixada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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