Setembro pode não ter sido tão positivo para os negócios das usinas brasileiras com glicerina quanto o mês de agosto, mas ele teve um mérito: as cotações do coproduto do biodiesel voltaram a dar sinais de estabilidade. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (07) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços as exportações brasileiras foram de 21,3 milhares de toneladas.
Setembro pode não ter sido tão positivo para os negócios das usinas brasileiras com glicerina quanto o mês de agosto, mas ele teve um mérito: as cotações do coproduto do biodiesel voltaram a dar sinais de estabilidade. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (07) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços as exportações brasileiras foram de 21,3 milhares de toneladas.
Esse é um volume aproximadamente 20,5% menor do que em agosto – que teve o melhor resultado do ano com 26,9 mil toneladas exportadas. Na comparação com o mesmo mês do ano passado a queda é mais acentuada, com um recuo de 30,9%. Vale ressaltar que setembro de 2015 teve exportações de 30,9 mil toneladas e foi o segundo melhor resultado num histórico que está perto de completar 20 anos.
O valor exportado também teve queda, embora um tanto suave, graças a uma leve melhora nas cotações tanto do produto bruto quanto destilado. Os ganhos com a venda do produto totalizaram US$ 4,8 milhões – 15% menos que um mês antes.
Segmentos
No caso da glicerina loira – ou bruta na terminologia usada pelo ministério – que vem a ser o produto de maior volume e menor valor agregado, as vendas foram de 16,5 mil toneladas com um faturamento de US$ 2,4 milhões. Quedas, respectivamente de 24% e 22,7%
A boa notícia vem da cotação média da tonelada do produto apresentou alta de 1,7%, fechando o mês em US$ 146,92. Esse foi o primeiro resultado positivo para desde maio passado quando a cotação estava em US$ 175,22 a tonelada.
Nos últimos cinco meses, a glicerina bruta já perdeu 16,1% de seu valor.
Já a glicerina destilada teve um setembro bem mais tranquilo. Os embarques chegaram a 4,8 mil toneladas com faturamento de US$ 2,3 milhões – quedas de, respectivamente, 6% e 5,4% sobres os resultados do mês anterior.
A cotação média foi de US$ 496,80. Esse é um valor praticamente estável para o produto – alta de 0,6% – que vem logo após uma desvalorização mais significativa. Ao contrário do produto bruto, a glicerina destilada vem se saindo relativamente bem, com alta acumulada de quase 18% desde janeiro.
O saldo, no entanto, ficou menor. Isso porque as importações de glicerina destilada saltaram 64% entre agosto e setembro. No mês passado, entraram no país 739,6 toneladas da substância ao custo e US$ 665 mil.
Isso reduziu a lucratividade para US$ 1,7 milhão nesse segmento.
Mercados
A China foi nosso maior parceiro comercial absorvendo 11,7 mil toneladas de glicerina brasileira pelos quais pagou US$ 1,6 milhão.
Embora fique muito atrás em termos de volume com apenas 3,9 mil toneladas importados, a Rússia nos pagou quase o mesmo que os chineses com US$ 1,2 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Setembro pode não ter sido tão positivo para os negócios das usinas brasileiras com glicerina quanto o mês de agosto, mas ele teve um mérito: as cotações do coproduto do biodiesel voltaram a dar sinais de estabilidade. Segundo dados divulgados nessa sexta-feira (07) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços as exportações brasileiras foram de 21,3 milhares de toneladas.
Esse é um volume aproximadamente 20,5% menor do que em agosto – que teve o melhor resultado do ano com 26,9 mil toneladas exportadas. Na comparação com o mesmo mês do ano passado a queda é mais acentuada, com um recuo de 30,9%. Vale ressaltar que setembro de 2015 teve exportações de 30,9 mil toneladas e foi o segundo melhor resultado num histórico que está perto de completar 20 anos.
O valor exportado também teve queda, embora um tanto suave, graças a uma leve melhora nas cotações tanto do produto bruto quanto destilado. Os ganhos com a venda do produto totalizaram US$ 4,8 milhões – 15% menos que um mês antes.
Segmentos
No caso da glicerina loira – ou bruta na terminologia usada pelo ministério – que vem a ser o produto de maior volume e menor valor agregado, as vendas foram de 16,5 mil toneladas com um faturamento de US$ 2,4 milhões. Quedas, respectivamente de 24% e 22,7%
A boa notícia vem da cotação média da tonelada do produto apresentou alta de 1,7%, fechando o mês em US$ 146,92. Esse foi o primeiro resultado positivo para desde maio passado quando a cotação estava em US$ 175,22 a tonelada.
Nos últimos cinco meses, a glicerina bruta já perdeu 16,1% de seu valor.
Já a glicerina destilada teve um setembro bem mais tranquilo. Os embarques chegaram a 4,8 mil toneladas com faturamento de US$ 2,3 milhões – quedas de, respectivamente, 6% e 5,4% sobres os resultados do mês anterior.
A cotação média foi de US$ 496,80. Esse é um valor praticamente estável para o produto – alta de 0,6% – que vem logo após uma desvalorização mais significativa. Ao contrário do produto bruto, a glicerina destilada vem se saindo relativamente bem, com alta acumulada de quase 18% desde janeiro.
O saldo, no entanto, ficou menor. Isso porque as importações de glicerina destilada saltaram 64% entre agosto e setembro. No mês passado, entraram no país 739,6 toneladas da substância ao custo e US$ 665 mil.
Isso reduziu a lucratividade para US$ 1,7 milhão nesse segmento.
Mercados
A China foi nosso maior parceiro comercial absorvendo 11,7 mil toneladas de glicerina brasileira pelos quais pagou US$ 1,6 milhão.
Embora fique muito atrás em termos de volume com apenas 3,9 mil toneladas importados, a Rússia nos pagou quase o mesmo que os chineses com US$ 1,2 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com