Pesquisa atesta uso de até 5% de glicerina nas rações de frangos
Um estudo realizado pela Esalq/USP atestou a viabilidade da mistura de glicerina na ração para frangos. A pesquisa mostrou que é possível usar até 5% do coproduto.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Um estudo realizado entre agosto de 2013 e maio de 2014 pela engenheira agrônoma Glaucia Samira Napty Komatsu como parte de um projeto de pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) atestou a viabilidade da mistura de glicerina na ração para frangos. Segundo, a cientista é possível usar rações com até 5% de glicerina na composição.
Um estudo realizado entre agosto de 2013 e maio de 2014 pela engenheira agrônoma Glaucia Samira Napty Komatsu como parte de um projeto de pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) atestou a viabilidade da mistura de glicerina na ração para frangos. Segundo, a cientista é possível usar rações com até 5% de glicerina na composição.
De acordo com Glaucia, quando usada em níveis superiores ao indicado, a glicerina pode causar um aumento no consumo e excreção de água pelas aves, comprometendo as condições das granjas. “A excreta muito líquida, com maior volume de água, acaba por compactar a cama de aviário”, expõe a engenheira agrônoma acrescentando que a cama é a forração do piso do galpão onde as aves ficam alojadas. Isso acaba aumentando os custos de manutenção para evitar o surgimento de doenças.
Metodologia Para avaliar, o resultado do uso de rações enriquecidas com glicerina, Glaucia realizou dois experimentos distintos.
No primeiro, a engenheira agrônoma utilizou dois tipos de glicerina na ração: loira, cujo teor de glicerol era de 86,1%; e destilada com teor de glicerol mais elevado, de 98,46%. A principal revelação obtida nessa etapa é que a alta na excreção de água não é causada por contaminantes presentes na glicerina não purificada, mas pelo próprio glicerol.
“Escolhi as duas glicerinas para o primeiro experimento, pois acreditava que as aves consumiam mais água por causa de contaminantes como o sódio e o metanol da glicerina loira, que é utilizada para alimentação animal”, explicou Glaucia. “Mas pude observar que isso não ocorreu, pois a glicerina purificada também apresentou valores elevados de consumo e excreção de água”, informou.
Já no segundo teste, a engenheira agrônoma utilizou somente a glicerina loira em níveis crescentes, observando se ocorreu diferença na matéria seca dos tecidos – o que acabou não acontecendo, exceto pelo fígado, que apresentou menor teor de matéria seca nas aves que consumiram dietas com 10% de glicerina.
Glaucia pondera que seu estudo não estabelece um novo teto para o uso de glicerina na dieta alimentar de aves. Segundo ela, outras pesquisas mostram a viabilidade do uso de teores maiores. “Vários estudos nesse sentido já foram feitos, com índice de glicerina de 12,5%, 7,5% e 10%”, diz a engenheira. O objetivo, segundo ela, foi mostrar que o uso da glicerina pode gerar impactos indiretos na saúde das aves.
Em 2010, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou a utilização do principal coproduto do biodiesel na produção de rações para animais. A recomendação do ministério é para o uso de até 10% de glicerina na dieta de ruminantes e não-ruminantes.
O estudo na íntegra pode ser conferido clicando aqui.