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Grupo estuda potencial da glicerina como combustível naval

Glicerina CombNaval_080114Um consórcio de empresas e instituições de pesquisa da Inglaterra está estudando o potencial do uso de glicerina como combustível naval.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Um consórcio de empresas e instituições de pesquisa da Inglaterra está estudando o potencial do uso de glicerina como combustível naval.

Glicerina CombNaval_080114
Um grupo de empresas e instituições de pesquisa inglesas ligadas ao setor naval está estudando o potencial do uso de glicerina como combustível em navios. A iniciativa foi criada em resposta ao uma competição lançada pelo governo do Reino Unido para estimular o desenvolvimento de projetos que melhorem a eficiência energética das embarcações.

A iniciativa foi batizada Glicerina Combustível para Motores e Sustentabilidade Marinha (Gleams, na sigla original em inglês) e sustenta que a glicerina poderá ser uma das chaves para reduzir a poluição do setor naval. Principal coproduto do setor de biodiesel, a glicerina pode ser um substituto viável tanto para o diesel quanto para o óleo combustíveis em equipamentos navais.

De acordo com as conclusões preliminares do grupo, o produto é um combustível viável que apresenta boa eficiência; requer poucas modificações nos motores já existentes; baixas emissões tanto de enxofre quanto de óxidos de nitrogênio; redução na quantidade de material particulado. Além disso, o produto é menos tóxico em caso de vazamento e apresenta menos riscos de ignição acidental.

Segundo o gerente de projetos da Marine South East – uma das empresas ligadas ao Gleams –, David Rea, disse ao site Seatrade a substituição representaria uma redução brutal da pegada de carbono do setor. “O glicerol tem um processo de combustão termicamente mais eficaz do que o diesel marinho e o óleo pesado. Usado como combustível, o glicerol teria entre 2% a 3% dos níveis de carbono”, empolga-se.

A única grande desvantagem está no fato dele ter menor densidade energética do que os combustíveis de origem fóssil, que exigiria estoques maiores do produto. Problema que poderia ser minimizado com a adoção de motores mais eficientes.

A Organização Marinha Internacional (IMO) – braço das Nações Unidas que cuida do setor de navegação – estabeleceu em 2008 que a indústria tem até janeiro de 2020 para cortar os teores de enxofre nos combustível navais dos atuais 3,5% para menos de 0,5%.

O projeto do governo britânico vai nesse sentido e pretende investir £ 8 milhões (R$ 31,4 milhões pela cotação de hoje) nos projetos mais promissores.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Seatrade Global
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