Cargas do coproduto das usinas de biodiesel brasileiras foram embarcadas para 46 destinos em janeiro
O mercado externo de glicerina segue remunerando bem os exportadores brasileiros. Segundo dados do Ministério da Economia, as vendas internacionais do coproduto do biodiesel movimentaram um pouco além de US$ 35,9 milhões – cerca de R$ 189,2 milhões – ao longo do primeiro mês deste ano.
Em termos de valor apurado, janeiro de 2022 só perde para os US$ 36,6 milhões que haviam sido registrados em novembro passado. Em relação ao ano anterior quando a movimentação ficou em US$ 12,2 milhões, o faturamento com glicerina praticamente se multiplicou por três.
Preços elevados
Boa parte deste crescimento se explica pelo bom momento dos preços do produto no mercado internacional. Os preços internacionais da glicerina vêm subindo com razoável consistência desde o segundo semestre de 2020.
O mercado externo de glicerina segue remunerando bem os exportadores brasileiros. Segundo dados do Ministério da Economia, as vendas internacionais do coproduto do biodiesel movimentaram um pouco além de US$ 35,9 milhões – cerca de R$ 189,2 milhões – ao longo do primeiro mês deste ano.
Em termos de valor apurado, janeiro de 2022 só perde para os US$ 36,6 milhões que haviam sido registrados em novembro passado. Em relação ao ano anterior quando a movimentação ficou em US$ 12,2 milhões, o faturamento com glicerina praticamente se multiplicou por três.
Preços elevados
Boa parte deste crescimento se explica pelo bom momento dos preços do produto no mercado internacional. Os preços internacionais da glicerina vêm subindo com razoável consistência desde o segundo semestre de 2020.
Em janeiro, a tonelada da glicerina bruta ficou em US$ 697,24 enquanto a glicerina destila era negociada a impressionantes US$ 1.387,34.
No caso da glicerina destilada, o valor é o maior dos últimos oito anos e meio. A última vez em que os preços estiveram tão elevados foi em julho de 2013, quando a tonelada chegou foi negociada por uma média de US$ 1.504,65.
Naquela época, contudo as exportações brasileiras de glicerina destilada se limitavam a algumas centenas de toneladas. No mês passado, as vendas do produto se aproximaram das 10,1 mil toneladas.
No mesmo período, as exportações de glicerina bruta somaram 31,4 milhares de toneladas. Com isso, os embarques totalizaram 41,5 mil toneladas, alta de aproximadamente 29% sobre janeiro de 2021.
Destinos
O produto brasileiro chegou a 46 destinos distintos em janeiro. Em termos gerais, a fila é encabeçada pela China que foi responsável por absorver 27,3 mil toneladas de glicerina brasileira. Os chineses desembolsaram US$ 19,6 milhões pelo produto.
No entanto, os compradores chineses demandaram quase que exclusivamente – 96,5% do volume total – glicerina bruta.
No segmento de glicerina destilada, o principal cliente do Brasil foi o Egito com quase 2,77 mil toneladas adquiridas – aproximadamente 27,5% do total – ao preço de US$ 3,84 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com