Apesar de suas inúmeras aplicações, encontrar novas usos para o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel ainda é um trabalho em andamento. Um grupo de pesquisadores pode ter dado um grande passo nesse sentido ao demonstrar que o glicerol pode ser usado como aditivo multifuncional no processo de moagem para a fabricação de cimentos. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Conselho Nacional de Pesquisa de Palermo em colaboração com as Universidades de Milão e do Panamá.
Apesar de suas inúmeras aplicações, encontrar novas usos para o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel ainda é um trabalho em andamento. Um grupo de pesquisadores pode ter dado um grande passo nesse sentido ao demonstrar que o glicerol pode ser usado como aditivo multifuncional no processo de moagem para a fabricação de cimentos. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Conselho Nacional de Pesquisa de Palermo em colaboração com as Universidades de Milão e do Panamá.
O potencial do aproveitamento da glicerina pela indústria de construção e de concretos já era conhecido, mas vem sendo restringido por conta do alto preço da substância pura. Isso mudou radicalmente com a ascensão da indústria do biodiesel. Como, o processo de fabricação de biodiesel produz glicerina como subproduto – aproximadamente 10% de toda matéria-prima consumida pelas usinas de biodiesel se torna glicerina – o mercado foi inundado com produto barato. O estudo dos pesquisadores de Palermo inova ao chancelar o aproveitamento desse coproduto em seu estado bruto que é mais barato.
Produzir cimento é uma atividade intensiva em energia com alto impacto ambiental. Para fabricar cimento é preciso calcinar uma mistura de rocha calcária, argila e aditivos químicos a temperaturas de até 1.600ºC para formar o chamado clínquer que precisa, então, ser resfriado e moído até se tornar um pó fino. O uso de aditivos pode ajudar a reduzir o consumo de energia nessa última etapa do processo e é aí que a glicerina pode se tornar uma nova opção.
“O glicerol é um composto valioso para a indústria de construção de concreto exatamente pela mesma razão que o torna inutilizável em aplicações farmacêuticas ou de higiene pessoal, ou seja, que não é puro”, diz o professor Mario Pagliaro, que liderou o estudo. Segundo o pesquisador, com o uso da glicerina, o consumo de energia na moagem do clínquer ficou até 10% menor quando comparado a outros aditivos disponíveis no mercado.
O professor afirma ainda que as estruturas de concreto feitas a partir desse cimento têm propriedades mecânicas e resistência à corrosão melhores que estruturas idênticas obtidas sem a adição de glicerina.
O estudioso destaca que o aprimoramento das propriedades em função do uso do coproduto pode ter um impacto enorme, se consideradas as grandes estruturas de concreto, como o canal do Panamá, barragens, pontes, pavimentação de aeroportos e rodovias.
Difusão
O potencial de glicerol como um aditivo a ser usado na fabricação do cimento já tem chamado há tempos a atenção da indústria de construção estrangeira.
Segundo Pagliaro desde a primeira utilização da glicerina como aditivo no processo de moagem para fabricação de cimento – na Itália, cerca de dez anos atrás –, as empresas de construção têm passado a utilizar o coproduto em ritmo crescente. De acordo com o especialista, em 2010, o glicerol correspondeu a 20% dos aditivos de moagem usados no mercado europeu.
“Como tendência para o futuro, esperamos difundir a aplicação do glicerol, com cada vez mais dados publicados por diferentes pesquisadores em diferentes países confirmando sua adequação para a fabricação de cimentos superiores”, torce Pagliaro.
O professor também acredita que, com a expansão da indústria de biodiesel e óleos químicos ao redor do mundo, seja possível disponibilizar, a um custo acessível, as quantidades suficientes de glicerina para satisfazer esta e outras aplicações.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Apesar de suas inúmeras aplicações, encontrar novas usos para o aproveitamento da glicerina coproduto do biodiesel ainda é um trabalho em andamento. Um grupo de pesquisadores pode ter dado um grande passo nesse sentido ao demonstrar que o glicerol pode ser usado como aditivo multifuncional no processo de moagem para a fabricação de cimentos. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Conselho Nacional de Pesquisa de Palermo em colaboração com as Universidades de Milão e do Panamá.
O potencial do aproveitamento da glicerina pela indústria de construção e de concretos já era conhecido, mas vem sendo restringido por conta do alto preço da substância pura. Isso mudou radicalmente com a ascensão da indústria do biodiesel. Como, o processo de fabricação de biodiesel produz glicerina como subproduto – aproximadamente 10% de toda matéria-prima consumida pelas usinas de biodiesel se torna glicerina – o mercado foi inundado com produto barato. O estudo dos pesquisadores de Palermo inova ao chancelar o aproveitamento desse coproduto em seu estado bruto que é mais barato.
Produzir cimento é uma atividade intensiva em energia com alto impacto ambiental. Para fabricar cimento é preciso calcinar uma mistura de rocha calcária, argila e aditivos químicos a temperaturas de até 1.600ºC para formar o chamado clínquer que precisa, então, ser resfriado e moído até se tornar um pó fino. O uso de aditivos pode ajudar a reduzir o consumo de energia nessa última etapa do processo e é aí que a glicerina pode se tornar uma nova opção.
“O glicerol é um composto valioso para a indústria de construção de concreto exatamente pela mesma razão que o torna inutilizável em aplicações farmacêuticas ou de higiene pessoal, ou seja, que não é puro”, diz o professor Mario Pagliaro, que liderou o estudo. Segundo o pesquisador, com o uso da glicerina, o consumo de energia na moagem do clínquer ficou até 10% menor quando comparado a outros aditivos disponíveis no mercado.
O professor afirma ainda que as estruturas de concreto feitas a partir desse cimento têm propriedades mecânicas e resistência à corrosão melhores que estruturas idênticas obtidas sem a adição de glicerina.
O estudioso destaca que o aprimoramento das propriedades em função do uso do coproduto pode ter um impacto enorme, se consideradas as grandes estruturas de concreto, como o canal do Panamá, barragens, pontes, pavimentação de aeroportos e rodovias.
Difusão
O potencial de glicerol como um aditivo a ser usado na fabricação do cimento já tem chamado há tempos a atenção da indústria de construção estrangeira.
Segundo Pagliaro desde a primeira utilização da glicerina como aditivo no processo de moagem para fabricação de cimento – na Itália, cerca de dez anos atrás –, as empresas de construção têm passado a utilizar o coproduto em ritmo crescente. De acordo com o especialista, em 2010, o glicerol correspondeu a 20% dos aditivos de moagem usados no mercado europeu.
“Como tendência para o futuro, esperamos difundir a aplicação do glicerol, com cada vez mais dados publicados por diferentes pesquisadores em diferentes países confirmando sua adequação para a fabricação de cimentos superiores”, torce Pagliaro.
O professor também acredita que, com a expansão da indústria de biodiesel e óleos químicos ao redor do mundo, seja possível disponibilizar, a um custo acessível, as quantidades suficientes de glicerina para satisfazer esta e outras aplicações.
Cátia Franco – BiodieselBR.com