O Brasil embarcou um volume maior e faturou mais com as vendas externas de glicerina durante o mês passado. No entanto, houve um recuo significativo no segmento de maior valor agregado do mercado o que acabou afetando negativamente os ganhos por tonelada vendida. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
O Brasil embarcou um volume maior e faturou mais com as vendas externas de glicerina durante o mês passado. No entanto, houve um recuo significativo no segmento de maior valor agregado do mercado o que acabou afetando negativamente os ganhos por tonelada vendida. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
No somatório de outubro, as vendas totalizaram 22,7 mil toneladas e US$ 5 milhões – alta de, respectivamente, 6,5% e 4%.
Esse crescimento, no entanto, se concentrou no mercado de glicerol em bruto. Em outubro, os embarques chegaram a 18,9 mil toneladas, um avanço de 14,5% no mês.
Também houve melhora no preço recebido pelos exportadores. Na média, cada tonelada saiu do país ao valor de US$ 149,94 o que representa um avanço de 2% na cotação.
Esse foi o segundo mês consecutivo de valorização do glicerol em bruto. Ainda assim as cotações vêm se mantendo em patamares historicamente baixos. Até outubro, a média geral nesse segmento de mercado foi de US$ 154,20. A não ser que haja uma virada repentina nos preços, 2016 terá as piores cotações médias desde 2009 quando o valor chegou a US$ 123,79.
Destilada
Enquanto o produto de baixo valor agregado patina, o produto destilado vem dando sinais de recuperação. O mês de outubro fechou com a tonelada cotada em US$ 573,20. Esse é o melhor resultado mensal desde julho de 2014.
Na média de janeiro até outubro, a tonelada da glicerina destilada saiu do país valendo US$ 472,90 contra US$ 451,60 no não passado.
Se a tendência de alta se mantiver pelos próximos meses, as cotações da glicerina destilada terão a primeira elevação na média anual nos ultimas quatro anos.
Esse aparente aquecimento no mercado internacional, contudo, não se traduziu em maiores vendas para as usinas de biodiesel brasileiras. O volume exportado foi inferior a 3,8 milhares de toneladas, contração de 21,1% em relação ao mês passado.
Isso limitou o faturamento com as vendas externas a US$ 2,1 milhões. Cerca de 9% menos que no mês anterior a despeito do aumento nas cotações médias.
A diminuição na demanda externa também não foi propriamente compensada no mercado interno. As importações de glicerina destilada foram de 700 toneladas – 5,4% menos que no mês anterior, mas ainda muito acima da média mensal para 2016 que é de 552 toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O Brasil embarcou um volume maior e faturou mais com as vendas externas de glicerina durante o mês passado. No entanto, houve um recuo significativo no segmento de maior valor agregado do mercado o que acabou afetando negativamente os ganhos por tonelada vendida. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
No somatório de outubro, as vendas totalizaram 22,7 mil toneladas e US$ 5 milhões – alta de, respectivamente, 6,5% e 4%.
Esse crescimento, no entanto, se concentrou no mercado de glicerol em bruto. Em outubro, os embarques chegaram a 18,9 mil toneladas, um avanço de 14,5% no mês.
Também houve melhora no preço recebido pelos exportadores. Na média, cada tonelada saiu do país ao valor de US$ 149,94 o que representa um avanço de 2% na cotação.
Esse foi o segundo mês consecutivo de valorização do glicerol em bruto. Ainda assim as cotações vêm se mantendo em patamares historicamente baixos. Até outubro, a média geral nesse segmento de mercado foi de US$ 154,20. A não ser que haja uma virada repentina nos preços, 2016 terá as piores cotações médias desde 2009 quando o valor chegou a US$ 123,79.
Destilada
Enquanto o produto de baixo valor agregado patina, o produto destilado vem dando sinais de recuperação. O mês de outubro fechou com a tonelada cotada em US$ 573,20. Esse é o melhor resultado mensal desde julho de 2014.
Na média de janeiro até outubro, a tonelada da glicerina destilada saiu do país valendo US$ 472,90 contra US$ 451,60 no não passado.
Se a tendência de alta se mantiver pelos próximos meses, as cotações da glicerina destilada terão a primeira elevação na média anual nos ultimas quatro anos.
Esse aparente aquecimento no mercado internacional, contudo, não se traduziu em maiores vendas para as usinas de biodiesel brasileiras. O volume exportado foi inferior a 3,8 milhares de toneladas, contração de 21,1% em relação ao mês passado.
Isso limitou o faturamento com as vendas externas a US$ 2,1 milhões. Cerca de 9% menos que no mês anterior a despeito do aumento nas cotações médias.
A diminuição na demanda externa também não foi propriamente compensada no mercado interno. As importações de glicerina destilada foram de 700 toneladas – 5,4% menos que no mês anterior, mas ainda muito acima da média mensal para 2016 que é de 552 toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com