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Exportações de glicerina apresentam queda em janeiro

As exportações brasileiras de glicerina não tiveram um começo de ano empolgante. Segundo o governo, o volume caiu caiu 10,2% em janeiro.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
As exportações brasileiras de glicerina não tiveram um começo de ano empolgante. Segundo as contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, ao todo 20,6 mil toneladas foram embarcadas para fora do país, rendendo um total de US$ 4,9 milhões. Esse resultado é 10,2% menor em termos de volume e 8,7% menor em termos de faturamento na comparação com dezembro do ano passado.

As exportações brasileiras de glicerina não tiveram um começo de ano empolgante. Segundo as contas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, ao todo 20,6 mil toneladas foram embarcadas para fora do país, rendendo um total de US$ 4,9 milhões. Esse resultado é 10,2% menor em termos de volume e 8,7% menor em termos de faturamento na comparação com dezembro do ano passado.

A comparação com janeiro de 2016 também é negativa, mas um pouco melhor – as quedas são de, respectivamente, 5,3% e 7,1%. Embora ambas tenham apresentado queda, a glicerina em bruto e destilada tiveram trajetórias distintas no período.

Bruta

Enquanto a glicerina em bruto concentrou o grosso de suas perdas no volume exportado – 15,7 mil toneladas – com as vendas externas 11,2% menores que em dezembro. O faturamento foi de US$ 2,7 milhões.

Isso graças a – mais – uma melhoria nas cotações. Em média, a tonelada do coproduto das usinas de biodiesel foi negociada por US$ 171,96. Esse foi o sexto mês de alta. Em agosto passado esse tipo de glicerina era negociado a US$ 144,44, mas, de lá para cá, as cotações já subiram 19%.



Os preços da glicerina exportada pelo Brasil começaram a cair com certa persistência a partir de meados de 2014 – prestes ao B6 entrar em vigor – e vêm oscilando em níveis relativamente baixos desde então. Nos últimos meses, as cotações vêm ensaiando uma retomada.

Destilada

Já de glicerina destilada foram exportadas 4,9 mil toneladas com um faturamento de US$ 2,2 milhões. Queda de 6,6% no volume e de 10,1% nos rendimentos.

As cotações da glicerina destilada têm caminhado na direção oposta. Os preços vêm caindo de outubro para cá, com perdas que já acumulam 19,5%. Em janeiro o preço ficou em US$ 461,42 por tonelada.

A China prossegue como a maior cliente da glicerina das usinas brasileira com aquisições totais de 11,9 mil toneladas – 9,6 mil toneladas de glicerina bruta e 2,3 mil toneladas de glicerina destilada –por um total de US$ 2,6 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com 
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