
Depois de começarem o ano em marcha ré, as exportações brasileiras de glicerina deram uma bela arrancada no mês de fevereiro como evidencia o balanço das exportações e importações no país, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Depois de começarem o ano em marcha ré, as exportações brasileiras de glicerina deram uma bela arrancada no mês de fevereiro como evidencia o balanço das exportações e importações no país, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
No mês passado, o Brasil enviou para o exterior um total de 28,3 mil toneladas de glicerina – entre o produto bruto e refinado. Isso é 10,3 mil toneladas a mais de glicerina, uma alta de 57% em cima do volume embarcado em janeiro.
Esse crescimento mostra-se ainda mais pronunciado quando comparado às exportações efetuadas em fevereiro de 2013. O volume de glicerina enviado para fora do país no mês passado foi quase 71% maior que o exportado no mesmo período há um ano.
A alta de fevereiro foi alavancada por uma maior comercialização de glicerina tanto bruta quanto refinada como ilustra o gráfico abaixo:

A comercialização de glicerina refinada ao mercado externo no mês passado totalizou 4,8 mil toneladas – volume 60,1% superior ao negociado em janeiro deste ano.
As vendas de glicerina bruta também não ficaram atrás, mostrando 56,4% maiores que em janeiro. Em fevereiro, o país exportou 23,4 mil toneladas do principal coproduto do biodiesel.
Cotações
Em fevereiro, a cotação média da glicerina brutaficou um pouco melhor que no mês anterior. No período, a tonelada o produto foi negociado por US$ 174,31 – cerca de US$ 7,79 a mais que em janeiro.
Isso reverte uma trajetória de queda que já perdurava por sete meses consecutivos.
Já o preço da glicerina de maior valor agregado não se saiu tão bem e sofreu uma desvalorização de cerca de 5,2%. Pagou-se pela tonelada US$ 395,34, contra os US$ 417,08 negociados em janeiro.
A melhora dos preços da glicerina brasileira no mercado internacional associada a um maior volume de exportação ajudou a promover um incremento considerável no faturamento do Brasil. Em fevereiro, o rendimento do país com as remessas do coproduto para o exterior ficou em US$ 6 milhões. Cerca de 63% acima do resultado obtido em janeiro.
Importação
As importações brasileiras de glicerina despencaram em fevereiro. No mês passado, o volume de glicerina refinada trazido pelo país do exterior caiu pela metade (52%). Já em relação à glicerina bruta, o país não importou uma só grama em fevereiro.
A economia gerada aos cofres brasileiros em função da baixa nas importações de glicerina foi de respeitáveis US$ 8856 mil.
Além do menor volume importado, contribuiu para esse resultado a queda na cotação. Em fevereiro, a tonelada da glicerina refinada trazida de fora do país saiu por US$ 696,38, contra US$ 820,39 pagos em janeiro.
O bom desempenho das exportações brasileiras de glicerina refinada associado a uma menor demanda do país pelo produto fabricado no exterior redundou num saldo (entre o montante arrecadado com essa comercialização e o pago pela importação) bastante positivo – de US$ 1,3 milhão.
No mês anterior houve um déficit de quase US$ 200 mil.
Cátia Franco – BiodieselBR.com