Empresa espanhola patenteia processo que converte glicerol em biocombustível avançado
A espanhola Inkemia obteve uma patente para um processo que conver glicerina em biocombustível compatível com o diesel e o óleo combustível.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
Texto
Principal coproduto da indústria de biodiesel, a glicerina está prestes a acrescentar mais um a sua – já extensa – lista de utilidades. Agora ela também é matéria-prima para a fabricação de biocombustíveis avançados. O novo processo está sendo aprimorado por uma empresa espanhola especializada em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos ramos de química, farmacêutica e biotecnologia chamada Inkemia.
Principal coproduto da indústria de biodiesel, a glicerina está prestes a acrescentar mais um a sua – já extensa – lista de utilidades. Agora ela também é matéria-prima para a fabricação de biocombustíveis avançados. O novo processo está sendo aprimorado por uma empresa espanhola especializada em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos ramos de química, farmacêutica e biotecnologia chamada Inkemia.
Esta semana ela teve a patente da nova tecnologia reconhecida pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos, o que garante à companhia exclusividade na exploração da novidade até 2033.
O produto desenvolvido pela Inkemia pode ser usado como um substituto tanto para o óleo diesel quanto para o óleo combustível.
Chamado IUCT-S50, esse novo biocombustível pode ser fabricado a partir da glicerina fabricada pelas próprias usinas de biodiesel, abrindo a possibilidade de integração no processo produtivo. De quebra, como a glicerina pode ser considerada um subproduto industrial, esse novo produto pode ser enquadrado como um biocombustível de 2ª geração – ou avançado.
Esta classificação ambiental garante acesso ao mesmo mercado do biodiesel nos EUA. Além disso, alguns países vêm criando programas de incentivos especiais para essa nova classe de produtos. A União Europeia (UE), por exemplo, quer que seus estados-membros adotem metas para o uso de, pelo menos, 0,5% de biocombustíveis avançados até 2020 o que deve abrir um mercado para cerca de 814 mil toneladas por ano.