Cargill: sem planos imediatos de exportar biodiesel
Apesar da certificaçao que garante que seu biodiesel atende as exigências da UE, a Cargill diz não ter planos para exportar o produto.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Não é bem o que parece. Essa é a mensagem do gerente comercial de biodiesel da Cargill, Elcio de Angelis, sobre anúncio – feito essa semana – de que parte da produção da usina da companhia obteve as certificações ISCC e 2BSvs que atestam que o biodiesel fabricado em Três Lagoas atende às exigências ambientais da União Europeia.
Não é bem o que parece. Essa é a mensagem do gerente comercial de biodiesel da Cargill, Elcio de Angelis, sobre anúncio – feito essa semana – de que parte da produção da usina da companhia obteve as certificações ISCC e 2BSvs que atestam que o biodiesel fabricado em Três Lagoas atende às exigências ambientais da União Europeia.
Daí ao mercado começar a especular que a empresa teria planos de entrar no mercado de exportação foi um salto. Elcio, no entanto, diz que entrar no mercado de exportação ainda não está no horizonte da Cargill. “Os [fundamentos] econômicos para exportar não estão aí”, afirmou em entrevista à BiodieselBR.com.
Agricultura familiar “[A certificação] não tem um objetivo imediato específico, tudo isso faz parte de um contexto maior”, desconversa o executivo. Segundo ele, a certificação obtida cobre apenas a produção de soja dos cerca de 350 pequenos produtores parceiros da usina de biodiesel. Isso inclui cerca de 40 mil toneladas de soja por ano.
Com isso não apenas o biodiesel, mas todos os produtos fabricados a partir desses grãos, passam a tem certa vantagem competitiva no mercado europeu.
O entrevistado explica que a opção da empresa por certificar a produção da agricultura familiar permitiu aproveitar parte do esforço que a empresa já realiza por conta do cumprimento das regras do Selo Combustível Social. “Usamos a estrutura já existente para fazer o processo de certificação”, explica informando que, como as propriedades já estavam georreferenciadas e são visitadas por técnicos da Cargill regularmente, o trabalho pôde ser completado em pouco mais de três meses.
“É um piloto que podemos estender para outros estados que acharmos importante”, diz destacando que a iniciativa exige investimentos por parte da empresa.
Não que a empresa descarte totalmente a possibilidade de exportar, ela só não está procurando ativamente oportunidades nesse mercado. “Se exportarmos seria um negócio oportunista”, completa. Nas contas do executivo, com base no volume de soja certificado, a Cargill poderia exportar cerca de 8 mil toneladas de biodiesel certificado.
Recorde O Brasil fez sua primeira exportação de biodiesel em junho do ano passado e, desde então, as vendas de biodiesel brasileiro para o exterior têm sido bastante irregulares – alternando meses com vendas e períodos de total inatividade.
Até o mês passado as usinas brasileiras venderam 35,2 mil toneladas de biodiesel para outros países o que rendeu US$ 39,9 milhões às contas nacionais.