Usina goiana que já pertenceu à Bionasa foi comprada pela Olfar em outubro de 2018

A Olfar acaba de dar um grande passo no mercado de biodiesel. A empresa de origem gaúcha está reativando a usina de Porangatu (GO) que esteve inativa pelos últimos oito anos. A autorização que libera a retomada das atividades comerciais na planta foi publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União.

Essa não vai ser uma usina de biodiesel qualquer. A autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) permite que ela fabrique até 648 mil m³ de biodiesel por ano. Esse volume coloca a Olfar de Porangatu diretamente na segunda colocação do ranking nacional de usinas desbancando – também goiana – a Granol de Anápolis com seus, já superlativos, 558 mil m³ de capacidade instalada.
Isolada na primeira posição, a usina de Lapa (PR) da Potencial Biodiesel que tem capacidade para fabricar até 900 mil m³. A planta assumiu a liderança do mercado brasileiro em outubro passado.
Com a chegada da nova unidade produtiva da Olfar, a indústria nacional de biodiesel passa a ter capacidade instalada para fabricar até 1.140 mil m³ de biocombustível por ano – aumento de 6% sobre a capacidade anterior. Além disso, o parque produtor de biodiesel de Goiás passa a contar com 1,91 milhão de m³ superando Paraná com os 1,47 milhão de m³ como terceiro maior produtor nacional.
Ex-Bionasa
Originalmente, a usina de Porangatu foi construída pela Bionasa e entrou no mercado em abril de 2011 até ter sua produção paralisada em definitivo no final de 2012 em função de problemas financeiros de sua controladora. No começo de 2014, parte dos equipamentos da usina chegaram a ser arrematados pela Granol num leilão público.
Em outubro de 2018, a Olfar arrematou o que restava do complexo por R$ 26,1 milhões. Segundo o diretor comercial da empresa, Guilherme Weschenfelder, disse a BiodieselBR.com a meta era recolocar a usina no mercado no segundo semestre de 2019.
Embora a reinauguração tenha sido consideravelmente postergada, a aposta da Olfar no projeto também se tornou muito mais ambiciosa. Na época, o executivo informou que o plano era “trabalhar com base na capacidade instalada” original o que faria desta uma unidade produtiva de 235 mil m³. No fim das contas, ela ficou quase três vezes maior.
Olfar
Até hoje, a Olfar controlava duas usinas de biodiesel. A unidade de Erechim (RS) que pode fabricar até 432 mil m³ e a de Porto Real (RJ) com 162 mil m³. No ano passado, o grupo foi o sétimo maior fabricante de biodiesel do país com uma produção total de 361 mil m³. As vendas de biodiesel renderam R$ 1,12 bilhão ao grupo.
Com a unidade de Porangatu na conta, a Olfar passa a controla 1,24 milhão de m³ em capacidade instalada superando a atual líder de mercado – a Granol e seus 1,18 milhão de m³.
Uma cópia da autorização de operação da Olfar de Porangatu pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com