Entre os dias 1º e 15, os créditos do RenovaBio foram negociados entre R$ 179,04 e R$ 206
Depois de uma sequência de aumentos, os valores dos Créditos de Descarbonização (CBios) do RenovaBio, registraram uma leve oscilação na primeira metade de julho – apesar de continuarem em patamares mais elevados. No período, os papéis foram negociados entre R$ 179,04 e R$ 206.
Na quinzena anterior, os créditos chegaram a ser vendidos por R$ 209,50 – maior valor registrado desde o início do programa.
Os números fazem parte do acompanhamento do mercado de CBios realizado pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do RenovaBio.
Depois de uma sequência de aumentos, os valores dos Créditos de Descarbonização (CBios) do RenovaBio, registraram uma leve oscilação na primeira metade de julho – apesar de continuarem em patamares mais elevados. No período, os papéis foram negociados entre R$ 179,04 e R$ 206.
Na quinzena anterior, os créditos chegaram a ser vendidos por R$ 209,50 – maior valor registrado desde o início do programa.
Os números fazem parte do acompanhamento do mercado de CBios realizado pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do RenovaBio.
Em uma tentativa de conter a escalada dos preços dos créditos, o governo cogita prorrogar as metas anuais das distribuidoras. A possibilidade em estudo envolve adiar o atendimento das metas individuais de descarbonização de 2022 para 2023
A medida também seria uma forma de tentar conter os valores dos combustíveis, que, segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME), poderia diminuir em R$ 0,10 por litro no caso de diesel e de até R$ 0,20 para o etanol.
De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, entretanto, o Ministério da Economia chegou a propor a anulação da meta deste ano, desobrigando distribuidoras da compra e aposentadoria dos créditos.
Conforme cálculos do NovaCana, realizados a partir dos dados da B3, o valor médio da quinzena ficou em R$ 194,37 por CBio. Em comparação com a segunda quinzena de junho, o acréscimo foi de 9,4%, seguindo a tendência de alta.
Assim, o preço está 180,8% acima da média histórica do programa, de R$ 69,21. Ele também é 394,5% superior à média de 2021, R$ 39,31, e está 61,4% maior do que o acumulado de 2022, de R$ 120,44.
Desde a implantação das negociações, em junho de 2020, os CBios foram vendidos entre R$ 15 e R$ 209,50. Neste ano, por sua vez, os preços variaram entre R$ 31,99 e R$ 209,50.
Na primeira quinzena de julho, foram negociados 3,17 milhões de créditos, um volume 61% abaixo do visto no final do mês anterior, de 8,13 milhões. Ainda assim, houve um aumento de 133,64% ante os 1,35 milhão de créditos comercializados no mesmo período de 2021.
“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.
Queda nas emissões
Nas primeiras semanas de julho foram emitidos 937,73 mil CBios, uma queda de 49,2% ante os 1,86 milhão de créditos emitidos ao final do mês passado. O montante, entretanto, representa um aumento de 4,6% na comparação anual.
Desta forma, a quantidade de créditos emitidos em 2022 subiu para 16,05 milhões, cerca de 1,1% acima dos 15,88 milhões vistos no mesmo período do ano passado.
Atualmente, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 312 unidades participam do RenovaBio. Destas, três fabricam biometano e outras 32, biodiesel. Dentre as 277 usinas de etanol certificadas, 267 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; cinco processam cana e milho; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.
Desde a implementação do RenovaBio até o momento, mais de 65,53 milhões de CBios já foram emitidos.
Posse e aposentadoria
Além do número de CBios gerados em 2022, o setor ainda conta também com excedentes do ano passado. Desta forma, na primeira quinzena de julho, 22,35 milhões de créditos estavam em circulação.
Do total, 91,5% estavam em posse das distribuidoras, que possuem metas no programa, somando 20,46 milhões de títulos. Já as usinas certificadas detinham 1,86 milhão de CBios, equivalente a 8,3% do total. Os 33,59 mil créditos restantes (0,2%) estavam com investidores sem metas.
Para completar, 4,14 milhões de créditos foram aposentados em 2022 – com 208,43 mil saindo de circulação na primeira metade de julho. O volume total representa 11,5% da meta do RenovaBio para 2022, de 35,98 milhões.
Considerando tanto os papéis em circulação quanto os aposentados ao longo do ano, o número de títulos disponibilizados ao mercado sobe para 26,50 milhões. Neste caso, o montante é suficiente para o cumprimento de 73,7% da meta.
Como a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos, é possível que uma parte deste total seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa. Ainda que esteja previsto que a retirada de títulos feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possa ser deduzida dos objetivos finais do RenovaBio, as aposentadorias de 2022 devem ser contabilizadas em 2023.
Giully Regina – BiodieselBR.com





