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JBS prepara certificação de Mafra e deve virar 3º maior emissor de CBios do setor

Números pretendidos pela usina catarinense faria dela capaz de emitir até 315,5 mil CBios por ano

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A JBS está no caminho para se tornar o terceiro maior emissor de CBios do setor de biodiesel em capacidade total. No final da semana passada, o processo de certificação da usina de biodiesel em Mafra (SC) chegou a fase de consulta pública e teve sua documentação divulgada pela Green Domus – consultoria atua como inspetora do processo. A unidade industrial catarinense era a única das três usinas de biodiesel do grupo que ainda não fazia parte do RenovaBio.

A JBS de Lins (SP) foi a primeira unidade produtora de biocombustíveis certificada para emitir CBios em meados de outubro de 2019. A usina de Campo Verde (MT) não ficou muito atrás. Ela está certificada desde fevereiro de 2020.

Comparada às outras unidades do Grupo JBS, Mafra demorou bastante. A usina que atual sob a identidade da Seara – empresa é que subsidiária da JBS –, a planta é relativamente nova. Ela só foi recebeu autorização para começar a operar em novembro de 2021.

A usina é uma das maiores do país. Sua capacidade instalada é de 369 mil m³ por ano o que basta para colocá-la no top 15 do setor produtivo. No ano passado, a unidade de Mafra entregou um pouco mais 190 mil m³ de biodiesel – 11ª maior volume do país.

A JBS está no caminho para se tornar o terceiro maior emissor de CBios do setor de biodiesel em capacidade total. No final da semana passada, o processo de certificação da usina de biodiesel em Mafra (SC) chegou a fase de consulta pública e teve sua documentação divulgada pela Green Domus – consultoria atua como inspetora do processo. A unidade industrial catarinense era a única das três usinas de biodiesel do grupo que ainda não fazia parte do RenovaBio.

A JBS de Lins (SP) foi a primeira unidade produtora de biocombustíveis certificada para emitir CBios em meados de outubro de 2019. A usina de Campo Verde (MT) não ficou muito atrás. Ela está certificada desde fevereiro de 2020.

Comparada às outras unidades do Grupo JBS, Mafra demorou bastante. A usina que atual sob a identidade da Seara – empresa é que subsidiária da JBS –, a planta é relativamente nova. Ela só foi recebeu autorização para começar a operar em novembro de 2021.

A usina é uma das maiores do país. Sua capacidade instalada é de 369 mil m³ por ano o que basta para colocá-la no top 15 do setor produtivo. No ano passado, a unidade de Mafra entregou um pouco mais 190 mil m³ de biodiesel – 11ª maior volume do país.

Terceira maior

Se a certificação final da JBS de Mafra confirmar os números apresentados na fase de consulta, a usina poderá emitir 1 CBio para cada 1.169,56 litros de biodiesel puro que vier a fabricar. Isso permitiria a geração de até 315,5 mil títulos por ano.

Cada megajoule de biodiesel fabricado por Mafra emite o equivalente a cerca de 76,38 gramas gás carbônico a menos do que a mesma quantidade de energia do diesel fóssil – consideravelmente acima da média do setor de biodiesel que está em 65,25 gCO2eq/MJ. E a planta poderá considerar aproximadamente de um terço do biodiesel que vier fabricar como lastro para a emissão de novos CBios.

Somadas às certificações de suas duas outras usinas que hoje beiram 725,3 mil CBios por ano, a JBS passaria a poder emitir um pouco mais 1 milhão de papeis ao ano. Isso faria com que ela se tornasse a terceira maior emissora potencial do setor de biodiesel tomando a posição que hoje pertence à BSBios cujas duas usinas – Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) – podem colocar até 881 mil CBios no mercado.

As maiores emissoras do setor de biodiesel são a Olfar com capacidade para emitir mais de 2,07 milhões de CBios e a Oleoplan com 1,13 milhões.

Utilizando o valor médio pelo qual os CBios foram negociados na B3 ao longo da última semana, a JBS poderia faturar até R$ 101,3 milhões no mercado de descarbonização.

Esse é o máximo. O valor real, contudo, deverá ser bem consideravelmente menor. No ano passado, as três usinas da JBS entregaram um pouco menos que 465,2 mil m³ de biodiesel que poderiam lastrear 746,1 mil CBios com um valor de mercado de aproximadamente R$ 72,7 milhões.

A certificação da JBS de Mafra fica em consulta pública até o próximo dia 22 de abril.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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