Somando resíduos carregados do ano passado, as distribuidoras terão que adquirir 25,2 milhões de CBios em 2021
As distribuidoras de combustíveis em atividade no mercado brasileiro já estão sabendo a quantidade de Créditos de Descarbonização (CBIO) que precisarão comprar este ano para se manterem em dia as obrigações da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O despacho no qual a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) individualiza as metas de descarbonização foi divulgado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (29).
De acordo com a tabela publicada hoje pela ANP, as 142 distribuidoras listadas terão até o final deste ano para adquirir um pouco mais que 25,2 milhões de CBios. No momento, o mercado já conta com um estoque de 11,2 milhões de títulos dos quais 3,62 milhões em mãos de distribuidoras e 7,55 milhões estão disponíveis para compra.
Aos preços médios mais recentes registrados pela B3 – R$ 28,58 –, o mercado deverá movimentar aproximadamente R$ 721 milhões.
As distribuidoras de combustíveis em atividade no mercado brasileiro já estão sabendo a quantidade de Créditos de Descarbonização (CBIO) que precisarão comprar este ano para se manterem em dia as obrigações da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O despacho no qual a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) individualiza as metas de descarbonização foi divulgado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (29).
De acordo com a tabela publicada hoje pela ANP, as 142 distribuidoras listadas terão até o final deste ano para adquirir um pouco mais que 25,2 milhões de CBios. No momento, o mercado já conta com um estoque de 11,2 milhões de títulos dos quais 3,62 milhões em mãos de distribuidoras e 7,55 milhões estão disponíveis para compra.
Aos preços médios mais recentes registrados pela B3 – R$ 28,58 –, o mercado deverá movimentar aproximadamente R$ 721 milhões.
Residuais
O número divulgado pela ANP inclui os 24,8 milhões de créditos da meta de descarbonização para 2021 que havia sido definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em setembro passado e mais 362,9 mil CBios em resíduos da meta do ano passado.
Segundo a ANP, 35 distribuidoras foram autuadas por não terem cumprido as metas de descarbonização fixadas no ano passado. A pior situação é da distribuidora paulista Royal FIC que terá que compensar 188 mil CBios do ano passado além dos 272,1 mil CBios da meta atual.
Essa falha aconteceu mesmo depois do CNPE ter cortado pela metade as metas de descarbonização do RenovaBio para acomodar os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre o mercado nacional de combustíveis. O número de CBios que as distribuidoras tinham que comprar caiu de 28,7 para 14,5 milhões de unidades.
Apesar do corte, a Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom) judicializou o programa na tentativa de obter reduções ainda maiores.
Segundo a lista publicada pela ANP, a BR Distribuidora vai ser a maior compradora de CBios do Brasil. Sozinha, ela será a responsável por quase 26% do mercado total. O equivalente a 6,55 milhões de unidades. Juntando nisso, as metas da Ipiranga e da Raízen – a 2ª e 3ª maiores empresas do ramo – as grandes distribuidoras representam 62% do mercado de CBios.
Veja abaixo a tabela com as metas individuais de cada distribuidora:

Uma cópia do Despacho ANP 351/2021 pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com