Em função do ataque hacker sofrido pela ANP, os valores do produto estavam sem atualização desde 29 de julho
Aos poucos estamos saindo do escuro. Passados quase três meses desde que um ataque hacker tirou os sistemas da ANP do ar, a agência reguladora começa a recolocar a casa em ordem. Hoje mesmo (26), a cadeia do biodiesel pôde – finalmente – ficar sabendo como os preços produto vêm se comportando ao longo das últimas semanas.
A última vez que a ANP havia atualizado os números tinha sido no dia 29 de julho, quando foram disponibilizados os preços médios praticados na 30ª semana do ano (30S).
Nas 12 semanas em que estiveram fora de vistas, os preços do biodiesel mantiveram a tendência de queda inaugurada na 22S. Tirando uma única vez – na 37S quando os preços subiram parcos 0,2% –, o valor médio pago pelo biodiesel no Brasil já está em queda há 21 semanas, ao longo das quais acumulou uma desvalorização de 28,5%.
Aos poucos estamos saindo do escuro. Passados quase três meses desde que um ataque hacker tirou os sistemas da ANP do ar, a agência reguladora começa a recolocar a casa em ordem. Hoje mesmo (26), a cadeia do biodiesel pôde – finalmente – ficar sabendo como os preços produto vêm se comportando ao longo das últimas semanas.
A última vez que a ANP havia atualizado os números tinha sido no dia 29 de julho, quando foram disponibilizados os preços médios praticados na 30ª semana do ano (30S).
Em queda
Nas 12 semanas em que estiveram fora de vistas, os preços do biodiesel mantiveram a tendência de queda inaugurada na 22S. Tirando uma única vez – na 37S quando os preços subiram parcos 0,2% –, o valor médio pago pelo biodiesel no Brasil já está em queda há 21 semanas, ao longo das quais acumulou uma desvalorização de 28,5%.
No período mais recente divulgado – que vai de 10 a 16 de outubro –, o preço médio nacional ficou em R$ 5.278,60 por m³. Esta passa a ser a menor média semanal para o valor do biodiesel no ano.
A atual tendência de baixa foi iniciada depois da 21S, quando o biodiesel atingiu o pico e fechou negociado por R$ 7.387,34. Entre as semanas 33S e 38S o processo baixista parecia ter estacionado. Ao longo de todo esse período, o mercado percorreu um platô com variações sempre medidas nas casas decimais.
Depois da 38S, contudo, a ladeira voltou a ficar mais íngreme. A queda acumulada foi de 9,9% no período.
Indexador
Esse novo impulso baixista, no entanto, pode não durar muito mais. Nas últimas duas semanas, o Indexador BiodieselBR – ferramenta que acompanha as variações do custo de produção do biodiesel – voltou a ganhar sustentação.
Entre as semanas 40S e 42S o indicador se valorizou 10,2% atingindo R$ 5.529,16 por m³ abrindo uma vantagem de R$ 250,56 sobre o preço apurado pela ANP. A última vez em que os preços de mercado ficaram tão abaixo do Indexador BiodieselBR havia sido na 20S quando a diferença estava em R$ 427,62 por m³
Regionais
No momento, o preço mais alto do biodiesel é o praticado na Região Norte onde cada m³ de biodiesel vale R$ 5.652,99 e o mais baixo está na Região Sul com R$ 5.115,03.
Este delta de 10,5% entre o preço regional mais caro e o mais baixo é o maior já visto desde que os preços semanais do biodiesel passaram a ser divulgados no começo deste ano. A única outra vez que a dispersão se aproximou deste patamar foi na 33S, quando a diferença passou dos 9,6%.
Na média, a dispersão regional fica por volta dos 4,5%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com