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Setor de biodiesel adere à Agenda Brasil

Nessa terça (15), representantes do setor se reuniram com o senador Renan Calheiros para debater interfaces entre o segmento e a Agenda Brasil.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
“Se olhamos para os objetivos [da Agenda Brasil], o PNPB se encaixa muito bem. Vimos nisso uma oportunidade para inserir o biodiesel nessa agenda positiva”, resume Júlio Minelli, diretor-superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). E foi por isso que, nessa terça-feira (15), representantes do setor produtivo estiveram em Brasília onde se reuniram com o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) para debater possíveis interfaces entre os pleitos do segmento e o conjunto de 28 propostas apresentadas pelo presidente do Senado em meados do mês passado.

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“Se olhamos para os objetivos [da Agenda Brasil], o PNPB se encaixa muito bem. Vimos nisso uma oportunidade para inserir o biodiesel nessa agenda positiva”, resume Júlio Minelli, diretor-superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). E foi por isso que, nessa terça-feira (15), representantes do setor produtivo estiveram em Brasília onde se reuniram com o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) para debater possíveis interfaces entre os pleitos do segmento e o conjunto de 28 propostas apresentadas pelo presidente do Senado em meados do mês passado.

O superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, também ressaltam esse potencial de interface. “[Renan Calheiros] trata, na Agenda Brasil, de tecnologia, de fortalecimento do processo industrial nacional e de energias renováveis”, resume.

União

Embora a reunião tivesse – originalmente – sido uma demanda apresentada pela Aprobio; com apoio da liderança do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Mas ela acabou se tornando mais momento de fortalecimento do setor com o envolvimento da Ubrabio e da Frente Parlamentar do Biodiesel (FrenteBio).

“Acreditamos que juntos somos mais fortes”, resume Minelli.

Na pauta do encontro, os empresários pediram apoio do governo no avanço de diversos pleitos. O principal deles, naturalmente, é a adoção de um novo cronograma de aumentos da mistura obrigatória que garanta novas perspectivas de crescimento para o setor no médio para longo prazos. Essa semana mesmo o secretário-geral da FrenteBio, senador Donizeti Nogueria, apresentou o PLS 613/2015 que vai nessa direção. A proposta do projeto é chegar até o B10 em pouco menos de um ano e meio. Os representantes do setor garantiram a Renan que a indústria está preparada para um aumento imediato no nível de produção.

Nem tudo se resume ao aumento da mistura como destaca Minelli. “A gente entregou para [o senador Renan Calheiros] nossa agenda de pautas que não só a aprovação de um novo marco regulatório, mas também o B20 Metropolitano, o uso de misturar opcionais e a questão das exportações”, diz o executivo. “Temos total capacidade para competir no mercado internacional [de biodiesel], mas precisamos de apoio governamental para isso”, completa.

Documentos

Para subsidiar futuros debates, os representantes da Ubrabio e da Aprobio apresentaram ao presidente do Senado uma série de estudos que apontam para o potencial de impactos positivos gerados pela produção de biodiesel para o país.

“Temos um trabalho feito pela Fipe que mostra que o impacto inflacionário do biodiesel não só é muito baixo como ainda gera feitos positivos na geração de empresa e crescimento do PIB que são muito maiores do que a própria produção de diesel mineral”, completa Minelli.

Além desse estudo, também foram apresentados os resultados de uma pesquisa recentemente concluída pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade e que determinou que o aumento da mistura para B20 poderia salvar as vidas de 13 mil brasileiros e economizar R$ 1,6 bilhão em custos para o sistema de saúde em pouco mais de uma década.

Fora isso, também foram apresentados resultados preliminares de um levantamento ainda não publicado sobre o potencial do biodiesel para a redução das emissões de gases ligados ao efeito estufa – lembrando que no final desse ano acontece em Paris a COP 21 na qual deverá ser aprovado um novo acordo climático global. “Os dados mostram que o biodiesel brasileiro emite mais de 70% menos gás carbônico do que o diesel que substitui”, adianta Minelli.

Essas informações foram bem recebidas pelo senador. “Ele [Renan] se mostrou bastante aberto ao diálogo e pediu que juntássemos todas as nossas propostas e as encaminhássemos ao Legislativo”, aponta Minelli.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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