
A 2ª Etapa do 32º Leilão colocou a disposição do mercado 770,2 milhões de litros. Maior volume desde que os leilões se tornaram bimestrais.
Acabou agora a pouco a 2ª Etapa do 32º Leilão de Biodiesel da ANP que vai abastecer o mercado nacional nos meses de setembro e outubro. Mais uma vez as usinas de biodiesel surpreenderam ao colocar um volume recorde de biodiesel à disposição do mercado com uma oferta total de 770,2 milhões de litros. A maior oferta desde que os leilões se tornaram bimestrais.
Ao todo, as 43 usinas participaram da disputa tinham uma capacidade de oferta equivalente a 1,1 bilhão de litros. Contudo, três usinas encerraram essa etapa sem fazer qualquer oferta – Abdiesel, Bionasa e Biopar PR – o que retirou 46,7 milhões de litros da disputa. A estreante Bocchi também teve uma participação bastante modesta oferecendo apenas 3 dos 18 milhões de litros que podia oferecer.
Por outro lado, 8 usinas – Biocar, Biopar MT, Brejeiro, BSBios RS, BSBios PR, Bunge, Minerva e SP Bio – colocaram 100% de suas capacidades à venda num total de 105,7 milhões de litros.
No fim das contas, as ofertas equivaleram a 69,9% da capacidade total.
Preços
Mas a principal surpresa ficou os preços aceitos pelas usinas. Apesar do PMRs definidos pela ANP para este leilão terem sido consideravelmente mais elevados que os do L31, as usinas estão aceitando ainda menos dinheiro por seu produto. O preço-médio pedido pelas fabricantes foi de R$ 1.890,66 por metro cúbico – um deságio de 24,73%.
Isso representa uma queda de 3,8% em relação ao preço médio apurado na 2ª Etapa do Leilão 31 que foi de R$ 1966,09.
Também impressiona o fato de que 27 das 40 usinas que efetivamente apresentaram ofertas pediram menos de R$ 2.000 por m³ que, até poucos meses atrás, era considerado o piso do mercado. Isso parece indicar que o biodiesel está mesmo se consolidando num novo patamar de preços.
O preço mais baixo foi da Olfar que ofereceu 22 milhões de litros a impressionantes R$ 1.726,82, um deságio de 31,88% em relação ao PMR da Região Sul.
A Granol resolveu mudar de estratégia e ofereceu seu produto por um preço muito mais competitivo do que vinha fazendo nos últimos leilões. Por ter uma capacidade total de mais de 139 milhões de litros e ofertado 105 milhões, seu patamar de preço é muito importante no balanço do leilão.
A próxima etapa do leilão acontece na quinta-feira, às 13h, com a compra do biodiesel pelas distribuidoras. Essa etapa também contará com a cobertura ao vivo da BiodieselBR.
As ofertas das usinas nesta etapa podem ser conferidas aqui
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Acabou agora a pouco a 2ª Etapa do 32º Leilão de Biodiesel da ANP que vai abastecer o mercado nacional nos meses de setembro e outubro. Mais uma vez as usinas de biodiesel surpreenderam ao colocar um volume recorde de biodiesel à disposição do mercado com uma oferta total de 770,2 milhões de litros. A maior oferta desde que os leilões se tornaram bimestrais.
Ao todo, as 43 usinas participaram da disputa tinham uma capacidade de oferta equivalente a 1,1 bilhão de litros. Contudo, três usinas encerraram essa etapa sem fazer qualquer oferta – Abdiesel, Bionasa e Biopar PR – o que retirou 46,7 milhões de litros da disputa. A estreante Bocchi também teve uma participação bastante modesta oferecendo apenas 3 dos 18 milhões de litros que podia oferecer.
Por outro lado, 8 usinas – Biocar, Biopar MT, Brejeiro, BSBios RS, BSBios PR, Bunge, Minerva e SP Bio – colocaram 100% de suas capacidades à venda num total de 105,7 milhões de litros.
No fim das contas, as ofertas equivaleram a 69,9% da capacidade total.
Preços
Mas a principal surpresa ficou os preços aceitos pelas usinas. Apesar do PMRs definidos pela ANP para este leilão terem sido consideravelmente mais elevados que os do L31, as usinas estão aceitando ainda menos dinheiro por seu produto. O preço-médio pedido pelas fabricantes foi de R$ 1.890,66 por metro cúbico – um deságio de 24,73%.
Isso representa uma queda de 3,8% em relação ao preço médio apurado na 2ª Etapa do Leilão 31 que foi de R$ 1966,09.
Também impressiona o fato de que 27 das 40 usinas que efetivamente apresentaram ofertas pediram menos de R$ 2.000 por m³ que, até poucos meses atrás, era considerado o piso do mercado. Isso parece indicar que o biodiesel está mesmo se consolidando num novo patamar de preços.
O preço mais baixo foi da Olfar que ofereceu 22 milhões de litros a impressionantes R$ 1.726,82, um deságio de 31,88% em relação ao PMR da Região Sul.
A Granol resolveu mudar de estratégia e ofereceu seu produto por um preço muito mais competitivo do que vinha fazendo nos últimos leilões. Por ter uma capacidade total de mais de 139 milhões de litros e ofertado 105 milhões, seu patamar de preço é muito importante no balanço do leilão.
A próxima etapa do leilão acontece na quinta-feira, às 13h, com a compra do biodiesel pelas distribuidoras. Essa etapa também contará com a cobertura ao vivo da BiodieselBR.
As ofertas das usinas nesta etapa podem ser conferidas aqui
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com