Temendo escassez, Petrobras pede para usinas entregarem mais
A Petrobras ainda não está satisfeita com a condição de abastecimento para o último bimestre. A estatal pediu que as usinas sinalizes se quiserem vender 10% a mais.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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A Petrobras ainda não está completamente satisfeita com a condição de abastecimento do mercado para o último bimestre do ano. Tanto que na manhã dessa segunda-feira (10) diversos usineiros toparam com um e-mail um tanto diferente em suas caixas de entrada – nele a Gerência de Comercialização de Biodiesel da estatal solicita que as usinas do Centro-Oeste, Norte, Nordeste de Minas Gerais informem se teriam interesse em entregar mais biodiesel do que o contratado durante o L39.
A Petrobras ainda não está completamente satisfeita com a condição de abastecimento do mercado para o último bimestre do ano. Tanto que na manhã dessa segunda-feira (10) diversos usineiros toparam com um e-mail um tanto diferente em suas caixas de entrada – nele a Gerência de Comercialização de Biodiesel da estatal solicita que as usinas do Centro-Oeste, Norte, Nordeste de Minas Gerais informem se teriam interesse em entregar mais biodiesel do que o contratado durante o L39.
O problema, dessa vez, está no fato de – no leilão regular e no leilão complementar – não ter havido saldo suficiente para garantir que a Petrobras montasse estoques reguladores grandes o bastante para assegurar o abastecimento do bimestre. Realizado na semana passada, o Leilão de Opções negociou apenas 21 milhões de litros. A ideia é tirar proveito do mecanismo dos editais dos leilões de biodiesel que facultam às usinas e distribuidores retirarem até 10% a mais do volume de biodiesel contratado para reforçar os estoques.
A Petrobras pretende selecionar, entre as novas ofertas apresentadas, um volume de 19 milhões de litros que serão incorporados ao estoque regulador das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Esses volumes só serão executados caso as regiões fiquem sem biodiesel.
BiodieselBR.com procurou o gerente de comércio de biodiesel da Petrobras Sandro Barreto que explicou que o processo não é muito diferente de “um leilão de opções onde prêmio chegasse a zero”. Se for necessário executar o volume – no todo ou em parte – as usinas receberão pelo volume executado o valor médio que receberam no L39. “A gente está usando uma brecha contratual. É comum que mais para o final do período de entregas, algumas usinas nos contatem informando que querem vender a cota extra de 10%. O que estamos fazendo é inverter esse processo, quem se manifestar agora vai ter preferência nas compras”, explicou Sandro.
Serão aceitas propostas de no mínimo 500 m³. A prioridade de compras será para as usinas que venderam por menor preço médio no L39. Os resultados serão notificados amanhã.