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Primeiro leilão do B7 compra 645 milhões de litros

L39ResultadoFinal 081014Foi encerrado há pouco o período regulamentar 39º Leilão de Biodiesel. Ao todo, as distribuidoras compraram 645,2 milhões de litros.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Foi encerrado agora há pouco o período regulamentar leilão de biodiesel mais sui generis da história do PNPB. Ao todo, as distribuidoras compraram 645,2 milhões de litros. 

Isso é, aproximadamente, 92% dos volume que as usinas colocaram à disposição do mercado na sexta-feira passada.

Foi encerrado agora há pouco o período regulamentar leilão de biodiesel mais sui generis da história do PNPB. Ao todo, as distribuidoras compraram 645,2 milhões de litros. Isso é, aproximadamente, 92% dos 702,2 milhões de litros que as usinas colocaram à disposição do mercado na sexta-feira passada. 

Foram 554,8 milhões de litros ontem e mais 90,4 milhões de litros hoje. Se esse fosse o fim da história, o mercado de diesel no último bimestre de 2014 poderia movimentar – no máximo – 9,2 bilhões de litros o que representaria um encolhimento de 3,1% sobre o volume do derivado vendido no mesmo período do ano passado.

Só que o Leilão 39 ainda não terminou. Ontem, a ANP confirmou que deverá realizar um leilão complementar para garantir o volume de biodiesel necessário para o atendimento do B7 no último bimestre do ano. Nele, as distribuidoras poderão arrematar até 25% do que compraram no processo regular, que correspondem a mais 161,3 milhões de litros.

O anúncio do leilão complementar na data de ontem é o motivo que levou as distribuidoras a comprar menos biodiesel. Contudo não é possível precisar a quantia que será comprada no leilão complementar.

A data do leilão complementar ainda não foi anunciada pela agência reguladora, mas o novo certamente deverá acontecer “preferencialmente” ainda esse mês. Nesta sexta-feira o edital do novo leilão será publicado e então essas dúvidas serão sanadas.

Preços
A oferta apertada colocou o vento a favor das usinas que puderam ganhar um pouco mais por seu produto. Em média, elas vão receber R$ 2.104,61 pelo metro cúbico o que coloca o faturamento do setor em R$ 1,35 bilhão.

Esse preço representa um ágio de 0,63% sobre os preços de referência definidos pela ANP. Essa é a primeira vez que algo assim acontece e contraria toda a lógica usada no desenho do processo de leilões – que foi criado para incentivar a competição entre as usinas e, dessa forma, incentivar a queda dos preços finais do biocombustível.

Apesar de tantos contratempos, esse resultado deve estar fazendo muita gente do setor sorrir. 

Os únicos que devem ter saído um tanto contrafeitos são os usineiros do Rio Grande do Sul. Muito embora eles tenham sido os campeões disparados de vendas, com 185 milhões de litros negociados, também foram os únicos a voltarem para casa com um volume grande não vendido (pouco menos de 56,7 milhões de litros). 

Das cinco regiões brasileiras, três – Centro-Oeste, Nordeste e Norte – conseguiram vender 100% de suas ofertas. Apenas o Sul e o Sudeste tiveram sobras. Em média, a ocupação das usinas que participaram do leilão será de 57,8%. 

Destaques
- Nada menos que 31 usinas esgotaram suas ofertas e a Bocchi chegou muito perto com 98,9% do volume vendido;
- Dessas 6 – Biocar, Brejeiro, BSBios RS, BSBios PR, Granol GO e Granol TO – venderam 100% de suas capacidades produtivas;
- A empresa do setor que mais vendeu foi a Granol com 83,5 milhões de litros arrematados por uma média de R$ 2.124,37. 
- Oleoplan RS, Bianchini, 3 Tentos, Grand Valle e Granol RS foram as únicas usinas que encerraram a disputa sem vender todo seu produto;
- A Granol RS foi, aliás, a única que não vendeu nada dos 40,6 milhões de litros que colocou à disposição do mercado;
- O melhor preço foi o da PBio que vai receber uma média de R$ 2.294,17 por 58 milhões de litros vendidos;
- O biodiesel mais barato foi o da Biocapital que pediu apenas R$ 1.962,99 por m³;

O resultado completo do certame pode ser acessado aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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