Os sete leilões de biodiesel realizados ao longo de 2019 geraram R$ 150,5 milhões em receitas para a estatal
A Petrobras não quer mais ocupar o papel de organizadora geral do sistema de comercialização de biodiesel que vem desempenhando desde os primeiros tempos do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). A estatal já teria tomado a decisão de abandonar completamente da organização dos leilões de biodiesel. A informação veio à tona durante a Conferência BiodieselBR 2019.
A Petrobras não quer mais ocupar o papel de organizadora geral do sistema de comercialização de biodiesel que vem desempenhando desde os primeiros tempos do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). A estatal já teria tomado a decisão de abandonar completamente da organização dos leilões de biodiesel. A informação veio à tona durante a Conferência BiodieselBR 2019.
A mudança faz parte da decisão da Petrobras de se desfazer de negócios que não estejam ligados a seu core business na área de exploração e produção de petróleo. Nos últimos anos, a estatal vem se desfazendo de ativos importante em diversas áreas, incluindo aí a recente venda do controle acionário da BR Distribuidora e o plano de vender pelo menos metade de seu parque de refino.
Atualmente, a Petrobras realiza os leilões de biodiesel por meio de sua plataforma de leilões Petronect cobrando, pelo serviço, uma taxa sobre cada metro cúbico arrematado. Apenas este ano, os sete certames realizados – seis regulares e um complementar – geraram uma receita um pouco menor que R$ 150,5 milhões.
Mudança
Isso obrigaria a ANP a encontrar uma nova plataforma para a realização dos certames e colocaria um fim numa relação que já vem desde o primeiro leilão de biodiesel que aconteceu em março de 2006. Nos primeiros leilões, a Petrobras comprava diretamente todo o volume de biodiesel nos leilões e, posteriormente, organizava um segundo certame – os releilões – nos quais repassava o produto para as distribuidoras.
O processo só seria definitivamente unificado em 2012, a partir do Leilão 26. Nele, as distribuidoras passaram a ter autonomia para escolher o volume de biodiesel a ser adquirido e quem seria o fornecedor.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com