A chegada do B10 animou as usinas que colocaram a venda o maior volume de biodiesel já registrado desde que os leilões passaram a ser realizados de forma bimestral
stá tudo caminhando dentro dos conformes para que a chegada do B10 aconteça sem maiores sustos. Tivemos uma capacidade habilitada como há muito não se via superando a marca de 1,2 bilhão de litros. E, agora, encerrada a Etapa 2 do processo já podemos dizer que tivemos a maior oferta de biodiesel desde os tempos dos leilões trimestrais.
Está tudo caminhando dentro dos conformes para que a chegada do B10 aconteça sem maiores sustos. Tivemos uma capacidade habilitada como há muito não se via superando a marca de 1,2 bilhão de litros. E, agora, encerrada a Etapa 2 do processo já podemos dizer que tivemos a maior oferta de biodiesel desde os tempos dos leilões trimestrais.
Foram colocados à venda 1.013 milhares de metros cúbicos – mais de um bilhão de litros. A última vez que tivemos uma oferta equiparável – mais precisamente de 1.017 milhares de m³ -- foi em meados de 2012 durante o leilão L26. Ou seja, a expectativa do mercado é passar a movimentar em dois meses a mesma quantidade de biodiesel que nos tempos do B5 exigia três meses.
O volume pode ser considerado adequado. Na mais recente reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) estimativas do Sindicom e da ANP a respeito da demanda no L59 convergiram para a faixa dos 950 mil m³. Já a equipe de BiodieselBR.com foi mais otimista apostando numa demanda de 970 mil m³ ou até um pouco maior.
O biodiesel colocado à venda hoje, portanto, deve dar conta de atender às aquisições das distribuidoras durante as Etapas 3 e 5, embora com uma margem de manobra bastante estreita.
Maior da história
Quando comparado à capacidade das usinas inscritas, o volume efetivamente ofertado representa uma fatia equivalente a 84,2% de tudo o que poderia ser colocado à venda pelos participantes do certame. Essa é a maior razão entre oferta efetiva e capacidades já registrada desde o redesenho do sistema de leilões superando consideravelmente os 79,9% registrados no L53.
Historicamente, as usinas vêm colocando pouco menos de 71% de sua capacidade de oferta de biodiesel à disposição do mercado. Não foi o que aconteceu dessa vez. Das 39 usinas habilitadas para a disputa, 14 ofertaram sua capacidade integral e apenas uma – a Barralcool – optou por permanecer totalmente de fora da disputa.
A maior oferta individual foi da ADM de Rondonópolis que colocou 62 milhões de litros na disputa. Isso equivale a 76,4% de sua capacidade instalada total. Já por empresa, a campeã foi a Granol com 106 milhões de litros à disposição das distribuidoras à partir de suas três unidades produtivas – Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS).
Preço
Em média, as usinas pediram R$ 2.459,85 por cada metro cúbico de biodiesel. Isso representa um deságio de 17,2% em relação aos preços de referência estipulados pela ANP.
Apesar dos PMRs mais baixos que no L58, o mercado manteve a tendência de elevação no valor pedido por seu produto. No certame anterior, o preço médio de saída do m³ do biodiesel foi de R$ 2.368,18 o que significa um aumento de aproximadamente 3,9%.
Ainda assim, esse preço foi considerado moderado por quem acompanhava a cobertura ao vivo da etapa conduzida por BiodieselBR.com e esperava que as usinas tirassem proveito da relação mais favorável entre oferta e demanda para garantirem valores um pouco melhores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Está tudo caminhando dentro dos conformes para que a chegada do B10 aconteça sem maiores sustos. Tivemos uma capacidade habilitada como há muito não se via superando a marca de 1,2 bilhão de litros. E, agora, encerrada a Etapa 2 do processo já podemos dizer que tivemos a maior oferta de biodiesel desde os tempos dos leilões trimestrais.
Foram colocados à venda 1.013 milhares de metros cúbicos – mais de um bilhão de litros. A última vez que tivemos uma oferta equiparável – mais precisamente de 1.017 milhares de m³ -- foi em meados de 2012 durante o leilão L26. Ou seja, a expectativa do mercado é passar a movimentar em dois meses a mesma quantidade de biodiesel que nos tempos do B5 exigia três meses.
O volume pode ser considerado adequado. Na mais recente reunião do Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Biodiesel (CMAB) estimativas do Sindicom e da ANP a respeito da demanda no L59 convergiram para a faixa dos 950 mil m³. Já a equipe de BiodieselBR.com foi mais otimista apostando numa demanda de 970 mil m³ ou até um pouco maior.
O biodiesel colocado à venda hoje, portanto, deve dar conta de atender às aquisições das distribuidoras durante as Etapas 3 e 5, embora com uma margem de manobra bastante estreita.
Maior da história
Quando comparado à capacidade das usinas inscritas, o volume efetivamente ofertado representa uma fatia equivalente a 84,2% de tudo o que poderia ser colocado à venda pelos participantes do certame. Essa é a maior razão entre oferta efetiva e capacidades já registrada desde o redesenho do sistema de leilões superando consideravelmente os 79,9% registrados no L53.
Historicamente, as usinas vêm colocando pouco menos de 71% de sua capacidade de oferta de biodiesel à disposição do mercado. Não foi o que aconteceu dessa vez. Das 39 usinas habilitadas para a disputa, 14 ofertaram sua capacidade integral e apenas uma – a Barralcool – optou por permanecer totalmente de fora da disputa.
A maior oferta individual foi da ADM de Rondonópolis que colocou 62 milhões de litros na disputa. Isso equivale a 76,4% de sua capacidade instalada total. Já por empresa, a campeã foi a Granol com 106 milhões de litros à disposição das distribuidoras à partir de suas três unidades produtivas – Anápolis (GO), Porto Nacional (TO) e Cachoeira do Sul (RS).
Preço
Em média, as usinas pediram R$ 2.459,85 por cada metro cúbico de biodiesel. Isso representa um deságio de 17,2% em relação aos preços de referência estipulados pela ANP.
Apesar dos PMRs mais baixos que no L58, o mercado manteve a tendência de elevação no valor pedido por seu produto. No certame anterior, o preço médio de saída do m³ do biodiesel foi de R$ 2.368,18 o que significa um aumento de aproximadamente 3,9%.
Ainda assim, esse preço foi considerado moderado por quem acompanhava a cobertura ao vivo da etapa conduzida por BiodieselBR.com e esperava que as usinas tirassem proveito da relação mais favorável entre oferta e demanda para garantirem valores um pouco melhores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com