Valor recebido pelas usinas participantes do LE81 praticamente dobrou o recorde anterior que pertencia LE78
Faltou pouco para que Leilão de Estoque 81 (LE81) levasse a tríplice coroa. Dos três indicadores mais importantes – volume contratado, prêmio médio e faturamento – ele só não assumiu a liderança no primeiro deles. O certame formou os contratos de opção de venda que vão formar o colchão de segurança para que cadeia opere sem sobressaltos durante o quinto bimestre do ano.
No total, foram contratados 75 mil m³ de biodiesel. Esse montante representa 5,8% dos 1,29 milhões de m³ arrematados durante o L81 para atender à demanda do mercado regular. O volume contratado para os estoques representa aproximadamente um terço dos 241,4 mil m³ de biodiesel que foram ofertados pelos fabricantes e não foram arrematados no L81.
Faltou pouco para que Leilão de Estoque 81 (LE81) levasse a tríplice coroa. Dos três indicadores mais importantes – volume contratado, prêmio médio e faturamento – ele só não assumiu a liderança no primeiro deles. O certame formou os contratos de opção de venda que vão formar o colchão de segurança para que cadeia opere sem sobressaltos durante o quinto bimestre do ano.
No total, foram contratados 75 mil m³ de biodiesel. Esse montante representa 5,8% dos 1,29 milhões de m³ arrematados durante o L81 para atender à demanda do mercado regular. O volume contratado para os estoques representa aproximadamente um terço dos 241,4 mil m³ de biodiesel que foram ofertados pelos fabricantes e não foram arrematados no L81.
Esse resultado ficou um pouco abaixo da meta estipulada pela Petrobras. Segundo a reportagem de BiodieselBR.com apurou, a estatal pretendia contratar 80 mil m³ de biodiesel no LE81.
Mesmo tendo ficado aquém da meta, o L81 foi o segundo maior leilão de estoque em termos de volume. Ele fica atrás do LE78 que negociou 76,5 mil m³ para atender à demanda do segundo bimestre – período que marcou o lançamento do B13 no mercado brasileiro.
Prêmio alto
Praticamente não houve disputa entre as usinas concorrentes do LE81. O prêmio inicial oferecido pela Petrobras foi de R$ 275,00 por m³ contratado. O valor final ficou em R$ 274,63 – deságio de magros 0,1%. O valor bate os R$ 245,00 do LE75.
Os únicos fabricantes que se dispuseram a receber um valor menor do que o inicial foram a Unibras de Floriano (PI) e a Caibiense de Rondonópolis (MT). Ambas aceitaram ficar na retaguarda do mercado por R$ 270,00 por m³.
Essa é uma diferença e tanto em relação ao leilão de estoque do bimestre passado. No LE80, a disputa entre as usinas zerou os prêmios. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde que os estoques passaram a ser realizados pela modalidade de opções de vendas no L31.
Com um volume robusto e um prêmio elevado, o faturamento das usinas também disparou. As 12 unidades produtivas que venceram um ou mais lotes do LE81 vão dividir entre si um montante de R$ 20,6 milhões. O recorde anterior era de R$ 11,3 milhões no LE78.
A maior parte deste dinheiro vai entrar na conta da Granol. Por meio de suas três usinas – Anápolis (GO), Cachoeira do Sul (RS) e Porto Nacional (TO) –, a empresa ficou responsável por quase 60% dos estoques.
A Granol fechou contratos equivalentes a 44 mil m³ de biodiesel, que renderão R$ 12,3 milhões em prêmios.
Vendas
Além desses valores que já estão garantidos e serão pagos pela Petrobras, as usinas vencedoras poderão faturar ainda R$ 438,3 milhões pelo biodiesel que chegar a ser entregue ao longo do bimestre.
Mais uma vez, a Granol deve ser a maior beneficiada. As entregas para os estoques podem render outros R$ 249,3 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com