Pode não ter sito tão bom quanto o Leilão 56 – no qual foram batidos os recordes de volume e faturamento –, mas, também, não dá para reclamar. Encerrado há pouco mais de uma hora, o 57º Leilão de Biodiesel da ANP arrematou um pouquinho menos que 759,6 milhões de litros de biodiesel o que faz deste o maior certame em quantidade de combustível negociada num sexto bimestre.
Pode não ter sito tão bom quanto o Leilão 56 – no qual foram batidos os recordes de volume e faturamento –, mas, também, não dá para reclamar. Encerrado há pouco mais de uma hora, o 57º Leilão de Biodiesel da ANP arrematou um pouquinho menos que 759,6 milhões de litros de biodiesel o que faz deste o maior certame em quantidade de combustível negociada num sexto bimestre.
Esse nível de comercialização superou em quase 5 milhões de litros o teto de 755 milhões de litros que a equipe de BiodieselBR.com havia projetado para este certame.
Ano passado
Em termos de volume ele superou o L51 em aproximadamente 19,5%. Claro que é preciso levar em conta que estamos comparando um leilão onde a mistura obrigatória era de 7% com um outro onde o 8% já entrou em vigor. Ainda assim, a diferença é favorável ao L57 uma vez que, por si só, o aumento da mistura só consegue explicar um aumento de até 14,3% na quantidade de biodiesel comercializada.
O restante, vem do reaquecimento da economia brasileira que, aos poucos, está voltando a consumir mais óleo diesel. Com base no volume total negociado nesses dois últimos dias, é possível estimar que as distribuidoras esperam movimentar cerca de 9,5 bilhões de litros de B8 no próximo bimestre. Ainda não seria propriamente um retorno aos melhores tempos do mercado, mas representaria uma guinada importante em relação às contrações registradas nos dois últimos anos.
Em relação ao 6º bimestre de 2016 – quando as vendas foram de 8,6 bilhões de litros –, o crescimento seria de praticamente 10,5%.
Resultado
Já na etapa de ontem (06), as distribuidoras surpreenderam e arremataram 687,8 milhões de litros quase empatando com os 698,5 milhões de litros adquiridos na Etapa 3 do Leilão 56.
Hoje, no entanto, o apetite dos compradores diminuiu e as aquisições ficaram em 71,7 milhões de litros de um máximo possível de 171,9 milhões de litros.
Com as compras de hoje, o preço médio do metro cúbico de biodiesel ficou em R$ 2.359,81 o que garantiu ao L57 um faturamento total de R$ 1,79 bilhão. Esse é a terceira maior renda num leilão de biodiesel bimestral perdendo apenas para o L56 e o L51 – R$ 1,84 e R$ 1,83 bilhão respectivamente.
Destaques
– O L57 arrematou 759,6 milhões de litros de biodiesel que servirão para abastecer o mercado da mistura obrigatória em novembro e dezembro;
– Foram 687,8 milhões de litros na Etapa 3 e 71,7 milhões d de litros na Etapa 5;
– Do volume ofertado pelas usinas sobraram 103,1 milhões de litros;
– Com o biodiesel comprado seria possível vender 9,49 bilhões de litros de B8;
– O biodiesel comprado o L57 custou, em média, R$ 2.359,81 às distribuidoras;
– O leilão movimentou R$ 1,79 bilhão;
– 15 usinas esgotaram suas ofertas, sendo que seis destas venderam 100% de sua capacidade produtiva para o bimestre;
– A Biopar MT foi a única usina que não conseguiu vender uma só gota de biodiesel no certame e voltará com 20 milhões de litros ofertados intactos;
– O maior volume comercializado foi da ADM de Rondonópolis que repetiu o feito do leilão passado e teve 54 milhões de litros arrematados o que deverá lhe render perto de R$ 126,5 milhões;
– A BSBios foi o grupo empresarial que mais vendeu no certame com 82,8 milhões de litros arrematados e faturamento R$ 191 milhões;
– A PBio de Candeias teve, novamente, o melhor preço médio da rodada com R$ 2.612,09 por cada um dos 28 milhões de litros de biodiesel;
– A Oleoplan de Veranópolis foi a usina mais barateira com 45 milhões de litros comercializados por R$ 2.252,90;
– O Rio Grande do Sul foi a unidade da federação que mais vendeu biodiesel com 207 milhões de litros arrematados;
O resultado completo do L57 pode ser consultado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com