Essa foi a primeira vez em que o nível de demanda se sustenta nos 20 leilões autorizativos realizados até hoje
O mercado autorizativo poderá consumir até 1,14 milhão de litros de biodiesel no terceiro bimestre de 2019. Esse foi o volume arrematado pelas distribuidoras durante a Etapa 5A do 66º Leilão de Biodiesel que foi realizada na tarde desta sexta-feira (12).
O mercado autorizativo poderá consumir até 1,14 milhão de litros de biodiesel no terceiro bimestre de 2019. Esse foi o volume arrematado pelas distribuidoras durante a Etapa 5A do 66º Leilão de Biodiesel que foi realizada na tarde desta sexta-feira (12).
Dos 20 leilões do mercado autorizativo realizados até agora, esse foi o sexto a superar a barreira de um milhão de litros negociados.
Embora o volume tenha caído um pouco – queda de 7,3% – em relação ao registrado no L65 encerrando uma trajetória de aumentos sucessivos que já durava três certames, o L66 conseguiu um feito inédito: essa foi a primeira vez que o mercado autorizativo conseguiu sustentar uma demanda superior a um milhão de litros durante dois leilões consecutivos.
Novo patamar
Apesar do L59 com seus quase 8,2 milhões de litros adquiridos ser claramente um ponto fora da curva, está claro que o segmento autorizativo atingiu um novo patamar desde então. A esperança é que mercado esteja pronto para dar o próximo passo.
De 24 unidades produtivas que saíram da Etapa 5 do leilão regular com biodiesel não vendido, 11 fizeram ofertas na Etapa 2A colocando 24,1 milhões de litros à disposição dos eventuais compradores – o montante representa 14,8% do volume que poderia ter sido ofertado.
Três usinas conseguiram fazer vendas: a Biopar MT com 500 m³; a Fiagril com 240 m³; e a Olfar de Porto Real com 400 m³. A Granol de Anápolis que vinha vendendo 45 m³ de forma firme desde o L53 (sendo, inclusive, a única vendedora em três certames) ficou de fora.
Em média, essas três usinas receberão R$ 2.282,42 por cada metro cúbico de biodiesel vendido – valor praticamente idêntico aos R$ 2.287,06 apurados no mercado obrigatório – engordando o faturamento em pouco mais de R$ 2,6 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com