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Etapa 2 do L76 termina com preço inicial acima do L75

Usinas estão pedindo R$ 4.985,19 por cada metro cúbico de biodiesel que colocaram à disposição do mercado

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Com baixa disponibilidade de soja e preços das matérias-primas nas alturas, o mercado já pode ir se preparando para outro bimestre de biodiesel mais caro. Encerrada agora há pouco, a última rodada de ofertas do 76º Leilão de Biodiesel (L76) fechou com as usinas pedindo, em média R$ 4.985,19 por cada um dos 1.208 milhares de metros cúbicos de biodiesel que foram colocados à venda. Esse é – de longe – o maior valor inicial para o produto em toda a história dos leilões bimestrais.

O preço do biodiesel é o único dado novo de hoje. O volume ofertado pelas usinas era conhecido desde a segunda-feira (05) quando a ANP realizou a primeira fase da Etapa 2. O processo foi paralisado para que a ANP avaliasse se o volume ofertado seria capaz de atender à demanda do mercado obrigatório no 6º bimestre.

Com baixa disponibilidade de soja e preços das matérias-primas nas alturas, o mercado já pode ir se preparando para outro bimestre de biodiesel caro. Encerrada agora há pouco, a última rodada de ofertas do 76º Leilão de Biodiesel (L76) fechou com as usinas pedindo, em média R$ 4.985,19 por cada um dos 1.208 milhares de metros cúbicos de biodiesel que foram colocados à venda. Esse é – de longe – o maior valor inicial para o produto em toda a história dos leilões bimestrais.

O preço do biodiesel é o único dado novo de hoje. O volume ofertado pelas usinas era conhecido desde a segunda-feira (05) quando a ANP realizou a primeira fase da Etapa 2. O processo foi paralisado para que a ANP avaliasse se o volume ofertado seria capaz de atender à demanda do mercado obrigatório no 6º bimestre. Embora a oferta na Etapa 2 do processo fosse suficiente para atender à demanda, a ANP no fim das contas, optou por reduzir a mistura obrigatória de 12% para 11%.

O preço inicial supera em mais de um quarto o valor que as usinas haviam pedido no mesmo ponto do L75. Nos últimos dois leilões, o biodiesel acumula um reajuste de quase 75%.

Apesar dessa alta, o deságio aceito pelas usinas sobre os preços máximos de referência (PMRs) definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficou bem maior do que no bimestre passado. As usinas cobraram 13,3% menos do que poderiam.

No bimestre passado, os descontos foram de apenas 6,7%. O menor desde o L39 quando as usinas reduziram os valores em menos de 1,9%.

O motivo é que a ANP elevou o teto e diminuiu a demanda. Os PMRs do L76 foram os maiores já registrados.

Soja cara

A explicação para a carestia está cadeia acima. Com o dólar excepcionalmente favorável às exportações e o mercado externo demandante, o Brasil está encerrando o ano quase sem soja disponível.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os estoques do grão devem encerrar o ano com menos de 570 mil toneladas disponíveis. Esse é o menor volume desde que a entidade passou a acompanhar os resultados do complexo soja em 2007.

Nos 10 últimos anos, a média dos estoques brasileiros ficou em 8,22 milhões de toneladas.

A disponibilidade reduzida vem sustentando os preços do produto no mercado nacional. Do começo do ano até agora, o preço da saca de 60 kg de soja no Porto de Paranaguá já aumentou mais de 80,7%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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