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L59 surpreende na etapa autorizativa e tem recorde de venda

O Leilão 59 vendeu sozinho praticamente o dobro de tudo o que o mercado autorizativo já tinha negociado desde o seu lançamento em 2016
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Por essa, ninguém esperava. Depois de um resultado desanimador em suas rodadas regulamentares, o Leilão 59 realizou a maior aquisição de biodiesel para o mercado autorizativo de toda a história. Foram comercializados 8,18 milhões de litros de biodiesel.

Por essa, ninguém esperava. Depois de um resultado desanimador em suas rodadas regulamentares, o Leilão 59 realizou a maior aquisição de biodiesel para o mercado autorizativo de toda a história. Foram comercializados 8,18 milhões de litros de biodiesel.

O volume em si não chega a encher os olhos. Ele representa menos de 1% do volume total que foi comercializado até agora pelo processo que vai abastecer o mercado durante os meses de março e abril.

Ainda assim o L59 pode marcar um novo momento no biodiesel autorizativo. Desde seu lançamento oficial em fevereiro de 2016 como parte do Leilão 47, esse segmento de mercado movimentou apenas 4,4 milhões de litros de biodiesel. Ou seja, esse leilão sozinho negociou quase o dobro de todo o volume que havia sido arrematado até hoje.

Faturamento

Com as vendas fechadas nesta quarta-feira (07), o mercado pode faturar um pouco mais que R$ 19 milhões. Na média, cada metro cúbico de biodiesel vendido no mercado autorizativo foi arrematado por R$ 2.375,25.

O valor médio apurado na Etapa 5a foi bem inferior – cerca de 9,2% – em relação aos R$ 2.615,65 médios nas Etapas 3 e 5.

Vencedoras

Das 17 usinas que encerraram a Etapa 5 com biodiesel ainda por vender, um grupo de 10 foi ativa no certame de hoje. Elas fizeram ofertas pouco menores que 41 milhões de litros.

A grande vencedora do dia foi a Olfar de Erechim que negociou pouco mais de 7,7 milhões de litros. Dependendo do volume que for efetivamente retirado, a fabricante gaúcha vai receber R$ 17,9 milhões. É um bom reforço para os R$135,6 milhões que as duas usinas controladas pelo grupo devem faturar ao longo do próximo bimestre.

Granol de Anápolis e Bianchini foram as duas outras usinas com lotes arrematados. Elas venderam, respectivamente, 45 m³ e 400 m³.

Esse volume, se for mantido nos próximos leilões, deve mudar a forma como as usinas veem o segmento.

Até hoje, as usinas deram pouca importância para o mercado autorizativo, com ofertas que muitas vezes pareciam protocolares. Mas com aquisições acima de cinco milhões, o leilão autorizativo passa a ser visto como uma terceira chance de vender biodiesel – ao lado do leilão regular e dos estoques.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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