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Leilão 43 tem recorde de usinas inabilitadas

Seis usinas tiveram a habilitação negada pela ANP para o 43º Leilão de Biodiesel. É um recorde e encolhe a oferta em 63,4 milhões de litros.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Nada menos que seis usinas tiveram a habilitação negada pela ANP para o 43º Leilão de Biodiesel. É um recorde e encolhe a capacidade de oferta do próximo certame em praticamente 63,4 milhões de litros. O documento com a lista final das usinas habilitadas foi publicado no começo da noite de ontem (26).

Nada menos que seis usinas tiveram a habilitação negada pela ANP para o 43º Leilão de Biodiesel. É um recorde e encolhe a capacidade de oferta do próximo certame em praticamente 63,4 milhões de litros. O documento com a lista final das usinas habilitadas foi publicado no começo da noite de ontem (26).

Isso restringe ainda mais a oferta do setor para o Leilão 43 que já havia ficado menor quando a lista de pré-habilitadas foi publicada. Ao todo, as 34 usinas habilitadas poderão colocar 1,03 bilhão de litros no mercado.

Inabilitadas

A relação das usinas inabilitadas inclui: a Amazonbio, a PBio de Guamaré (RN), a Jataí Ecodiesel, a Caibiense, a JBS de Lins (SP) e a SP Bio. Dessas, o maior impacto será da JBS que, sozinha, corresponde a mais da metade da capacidade inabilitada – 33,6 milhões de litros

Pelo menos num desses casos – a SP Bio – não chega a ser uma surpresa, a ANP já havia publicado um aviso informando que a usina paulista havia descumprido a regra que determina que as vencedoras dos leilões precisam entregar pelo menos 90% do volume vendido.

No Leilão 40, a SP Bio entregou apenas 40,1% dos 4,1 milhões de litros que vendeu e está recebendo a punição agora.

A inabilitação da PBio de Guamaré também não chega a ser um susto. A usina norte-rio-grandense obteve a autorização de comercialização há exatas duas semanas e ainda precisava obter a autorização da Receita Federal antes de poder participar regularmente dos leilões.

Mesmo assim, ter quatro usinas barradas por questões burocráticas e fiscais é bastante incomum. Historicamente, a imensa maioria das usinas que apresentaram esse tipo de pendência durante a fase de pré-habilitação acabaram conseguindo regularizar suas situações a tempo.

Jataí

Vale o registro que a inabilitação torna ainda mais nebulosa as dúvidas em torno da Jataí. Segundo a pré-habilitação a usina de Goiás estava com o balanço patrimonial vencido desde junho de 2013.

Se antes não estava claro se tudo não era um engano prosaico – com um funcionário mandando a versão errada do documento – ou se a usina vinha participando dos leilões com a documentação inválida. Se a Jataí tem um balanço patrimonial válido, fica difícil de entender os motivos da empresa não tê-lo mandado a tempo.

A lista publicada pela ANP pode ser acessada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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