Finalizado agora há pouco, o 42º Leilão de Biodiesel não deve entrar para a história do PNPB como um dos leilões de biodiesel mais memoráveis. Apesar do segundo dia de aquisições das distribuidoras ter tido um resultado bom com vendas que chegaram a 103,6 milhões de litros e movimento financeiro R$ 203,2 milhões, no cômputo final o certame deixou a desejar.
Finalizado agora há pouco, o 42º Leilão de Biodiesel não deve entrar para a história do PNPB como um dos leilões de biodiesel mais memoráveis. Apesar do segundo dia de aquisições das distribuidoras ter tido um resultado bom com vendas que chegaram a 103,6 milhões de litros e movimento financeiro R$ 203,2 milhões, no cômputo final o certame deixou a desejar.
Somados os resultados dos últimos dois dias, as compras totalizaram 671,2 milhões de litros e movimentaram R$ 1,37 bilhão. Isso deixa o atual certame abaixo do apurado no L41 – 4% em termos de volume e 1,5% em termos de faturamento.
Isso já estava devidamente sinalizado desde ontem (31), quando as aquisições ficaram em apenas 567,6 milhões de litros – cerca de 50 milhões de litros a menos do que se projetava inicialmente. Com esse volume final, o teto da 5ª etapa passou a ser de 141,9 milhões de litros, dos quais as distribuidoras arremataram 73%. Apesar desse ter sido um bom resultado para essa etapa, ele não bastou para compensar a frustração do primeiro dia.
Com esse resultado, sobram 150,1 milhões de litros para o Leilão de Opções. Esse é saldo do volume ofertado na 2ª Etapa, mas não vendido nos últimos dois dias das usinas com selo.
O preço médio final do metro cúbico do biodiesel negociado durante o L42 ficou em R$ 2.021,77 já descontada a margem da Petrobras. Um pouco acima dos R$ 1.993,15 pagos no leilão passado. O deságio em relação aos preços de referência estabelecidos pela ANP no último dia 20 de março ficou em pouco mais de 18,6%.
Com base nas compras totais, é possível projetar que o setor de distribuição espera vender 9,58 bilhões de litros de óleo diesel durante o 3º bimestre do ano. Isso representa uma retração de 2,5% sobre os 9,83 bilhões que foram comercializados no mesmo período do ano passado.
Destaques
- Foram adquiridos 671,2 milhões de litros por um preço médio de R$ 2.021,77 o que garantiu uma movimentação de R$ 1,37 bilhão;
- Entre as usinas individuais, a principal vendedora foi a Granol de Anápolis (GO) com praticamente 56 milhões de litros arrematados;
- A Granol também foi a maior vendedora entre as empresas do setor com um total de 97,8 milhões de litros;
- O estado que mais vendeu foi o Rio Grande do Sul com 205,9 milhões de litros;
- Nove usinas venderam 100% de suas ofertas sendo que, destas, a BSBios de Marialva (PR) e a Potencial venderam toda sua capacidade instalada;
- Três usinas não venderam nenhuma gota de biodiesel;
- O biodiesel mais caro foi o da PBio de Quixadá (CE) que saiu a R$ 2.370,72 por m³ em média;
- Já o mais barato foi o da Noble com R$ 1.935,00 m³;
O resultado completo do leilão pode ser acessado aqui.
Atualização 02 de abril 16h50: Foi corrigido um erro de cálculo na projeção de retração das vendas de diesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com