
MDA explica a queda no diferencial do PMRs no lote para as usinas com Selo do Norteste no 32º Leilão de Biodiesel.
Além de ter sido publicada sem o menor aviso, a publicação dos Preços Máximos de Referência (PMRs) para o 32º Leilão de Biodiesel trouxe uma inesperada quebra no padrão de diferenciação entre os valores estipulados para usinas com ou sem Selo Combustível Social.
Entre outros critérios, a fórmula usada para determinar os PMRs leva em conta os custos envolvidos na aquisição de matérias-primas da agricultura familiar e oferece um preço um pouco melhor para as usinas que tenham o Selo Combustível Social. Enquanto na maior parte das regiões do País a vantagem para as usinas com Selo aumentou ficando na faixa dos R$ 40 por m³ – exceto na Região Norte, onde ficou em R$ 25 –, o Nordeste registrou queda no diferencial [veja tabela].
Há uma boa sequência de leilões, as usinas detentoras do selo instaladas na região podiam vender por, em média, R$ 115 a mais por m³ de biodiesel. Entretanto, para o próximo certame, a diferença caiu para R$ 45. Isso significa R$ 70 a menos do que o praticado até então.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) diz que os PMRs divulgados para o Leilão 32 têm como base os custos médios com Selo Combustível Social informados pelas usinas em 2012. Neles, estão embutidos despesas com assistência e capacitação técnica, doação de insumos e fomento e, no caso da soja, o custo com o pagamento do bônus.
Segundo o coordenador geral de biocombustíveis do MDA, André Machado, no caso do Nordeste, a retração verificada no diferencial entre preços propostos para usinas com e sem selo foi gerada por dois fatores: a redução no custo do Selo e o aumento na produção de biodiesel. “No ano passado, o custo total com assistência técnica e fomento relatado pelos produtores do Nordeste foi 40% menor do que o custo total com esses mesmos quesitos apresentado em 2011. Além disso, as usinas da região obtiveram uma produção de biodiesel 41% maior comparada a do ano anterior. Somadas, essas ocorrências resultaram em uma queda no custo médio”, esclarece Machado.
Já, por exemplo, no Norte, o efeito teria sido reverso – o aumento no custo do Selo e a queda na produção de biodiesel teriam elevado o custo médio. “A única usina informante da região teve em 2012 uma redução de 11% da produção de biodiesel em relação a 2011 e apresentou um aumento de 55% no custo apurado com a agricultura familiar”, diz Machado.
Dúvida
Ainda que pautada por uma lógica, a explicação do MDA deixa em aberto uma questão: por que os resultados de 2012 – tanto no que concerne à produção quanto aos custos com o Selo – estão se refletindo nos PRMs somente agora?
Segundo a ANP, a estimativa do custo para atendimento ao Selo fornecida pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário passa por atualizações periódicas. Contatado pela BiodieselBR.com, o MDA informou que o custo é atualizado anualmente. “Nos primeiros dois meses do ano, as usinas enviam as informações e fazemos a atualização”, esclareceu o ministério por meio de sua assessoria.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Além de ter sido publicada sem o menor aviso, a publicação dos Preços Máximos de Referência (PMRs) para o 32º Leilão de Biodiesel trouxe uma inesperada quebra no padrão de diferenciação entre os valores estipulados para usinas com ou sem Selo Combustível Social.
Entre outros critérios, a fórmula usada para determinar os PMRs leva em conta os custos envolvidos na aquisição de matérias-primas da agricultura familiar e oferece um preço um pouco melhor para as usinas que tenham o Selo Combustível Social. Enquanto na maior parte das regiões do País a vantagem para as usinas com Selo aumentou ficando na faixa dos R$ 40 por m³ – exceto na Região Norte, onde ficou em R$ 25 –, o Nordeste registrou queda no diferencial [veja tabela].
Há uma boa sequência de leilões, as usinas detentoras do selo instaladas na região podiam vender por, em média, R$ 115 a mais por m³ de biodiesel. Entretanto, para o próximo certame, a diferença caiu para R$ 45. Isso significa R$ 70 a menos do que o praticado até então.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) diz que os PMRs divulgados para o Leilão 32 têm como base os custos médios com Selo Combustível Social informados pelas usinas em 2012. Neles, estão embutidos despesas com assistência e capacitação técnica, doação de insumos e fomento e, no caso da soja, o custo com o pagamento do bônus.
Segundo o coordenador geral de biocombustíveis do MDA, André Machado, no caso do Nordeste, a retração verificada no diferencial entre preços propostos para usinas com e sem selo foi gerada por dois fatores: a redução no custo do Selo e o aumento na produção de biodiesel. “No ano passado, o custo total com assistência técnica e fomento relatado pelos produtores do Nordeste foi 40% menor do que o custo total com esses mesmos quesitos apresentado em 2011. Além disso, as usinas da região obtiveram uma produção de biodiesel 41% maior comparada a do ano anterior. Somadas, essas ocorrências resultaram em uma queda no custo médio”, esclarece Machado.
Já, por exemplo, no Norte, o efeito teria sido reverso – o aumento no custo do Selo e a queda na produção de biodiesel teriam elevado o custo médio. “A única usina informante da região teve em 2012 uma redução de 11% da produção de biodiesel em relação a 2011 e apresentou um aumento de 55% no custo apurado com a agricultura familiar”, diz Machado.
Dúvida
Ainda que pautada por uma lógica, a explicação do MDA deixa em aberto uma questão: por que os resultados de 2012 – tanto no que concerne à produção quanto aos custos com o Selo – estão se refletindo nos PRMs somente agora?
Segundo a ANP, a estimativa do custo para atendimento ao Selo fornecida pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário passa por atualizações periódicas. Contatado pela BiodieselBR.com, o MDA informou que o custo é atualizado anualmente. “Nos primeiros dois meses do ano, as usinas enviam as informações e fazemos a atualização”, esclareceu o ministério por meio de sua assessoria.
Cátia Franco – BiodieselBR.com