Oferta de biodiesel ficou 1,5% maior do que no último bimestre. MUHs foram responsáveis por 9,2% do total
Foi encerrada agora há pouco a Etapa 2 do 79º Leilão de Biodiesel (L79), processo que vai negociar o biocombustível que será usado para garantir a demanda do B13 durante o terceiro bimestre. No total, as 45 usinas que participaram da disputa colocaram 1,52 milhão de m³ de biodiesel à disposição do mercado.
O volume é cerca de 1,5% maior do que no certame anterior.
Foi encerrada agora há pouco a Etapa 2 do 79º Leilão de Biodiesel (L79), processo que vai negociar o biocombustível que será usado para garantir a demanda do B13 durante o terceiro bimestre. No total, as 45 usinas que participaram da disputa colocaram 1,52 milhão de m³ de biodiesel à disposição do mercado.
O volume é cerca de 1,5% maior do que no certame anterior.
Esse volume é suficiente para que as distribuidoras coloquem à venda 11,7 milhões de m³ de B13 no mercado. No mesmo período do ano passado, o mercado movimentou um pouco mais que 9 milhões de m³ de óleo diesel. A oferta de biodiesel seria suficiente para garantir um aumento maior que 29,5% na demanda o mercado.
Mesmo levando em conta que a demanda de diesel no terceiro bimestre do ano passado foi atingida em cheio pela crise da Covid-19, tudo indica que a oferta das usinas é bem superior à demanda. Em seu melhor terceiro bimestre da história – o de 2014 –, o mercado movimentou 9,84 milhões de m³.
Ou seja, a oferta do L79 garante uma folga de 19,3% frente à maior demanda já registrada.
MUHs
No leilão de estreia da rodada especial pequenos fabricantes, as menores usinas habilitadas (MUHs) foram responsáveis por 141,1 milhares de m³ em ofertas. Esse volume equivale a 9,2% da oferta total. Ironicamente, essa é uma oferta relativamente fraca para o grupo dos pequenos fabricantes.
Se a regra estivasse valendo desde o L26 – último redesenho do sistema de leilões de biodiesel – as MUHs teriam sido responsáveis pela oferta de 12,9% do total de biodiesel ofertado nos últimos 52 certames.
A oferta do grupo das MUHs parece pequeno até se consideramos que, as 15 usinas que entraram na regra no L79 teriam capacidade para ofertar até 190 mil m³ de biodiesel. Esse montante equivaleria a 10,3% da capacidade instalada de todas as fabricantes habilitadas.
Vale lembrar que a Etapa 3A se encerra automaticamente quando 70% da oferta das MUHs é arrematada. Isso limita a rodada a 98,8 mil m³.
Depois de mais de dois anos de espera, a rodada exclusiva para as pequenas usinas acabou não tendo tanto sucesso quanto esperado para alavancar a segmento.
Biodiesel caro?
Outro detalhe se sobressai no resultado final do L79. Em média, os fabricantes estão pedindo R$ 7.293,65 por cada m³ de biodiesel. Nominalmente, esse é – de longe – o maior preço do biodiesel no encerramento da Etapa 2
O problema é que, nesse ponto, apenas as MUHs têm que revelar seus preços finais de oferta. Todas as outras fabricantes ainda terão uma oportunidade para reajustarem os valores que estão pedindo por seu biodiesel ao final da Etapa 3A na próxima quarta-feira (07).
Os sinais, contudo, não são dos mais favoráveis.
Em tesem, as MUHs teriam que ter divulgado seus preços finais. E elas pediram R$ 7.060,00 por cada um dos 141,1 mil m³ que colocaram à venda, um valor bastante elevado dentro dos parâmetros do setor.
Além disso, os Preços Máximos de Referência (PMRs) publicados pela ANP nessa última quarta-feira (31), já sinalizavam para uma alta importante no biodiesel. Depois de uma pequena estabilidade no bimestre passado, os valores foram reajustados em 26% atingindo o maior valor da história do sistema de leilões públicos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com