Certame encerrado na noite desta terça-feira arrematou 903,2 milhares de m³ de biodiesel. O volume ficou consideravelmente abaixo das projeções do mercado
A estreia do B10 foi, no mínimo, memorável. Mas não num bom sentido. O processo teve uma Etapa 3 que – pela primeira vez – varou a noite inteira para arrematar 815,6 milhões de litros de biodiesel numa rodada que se prolongou das 11h00 do dia 01 de fevereiro até por volta das 09h00 do dia seguinte. O processo foi tão desgastante que a Petrobras decidiu adiar as Etapas 4 e 5 para hoje (06) de forma a dar um tempinho para que as equipes das distribuidoras recobrassem o fôlego.
A estreia do B10 foi, no mínimo, memorável. Mas não num bom sentido. O processo teve uma Etapa 3 que – pela primeira vez – varou a noite inteira para arrematar 815,6 milhões de litros de biodiesel numa rodada que se prolongou das 11h00 do dia 01 de fevereiro até por volta das 09h00 do dia seguinte. O processo foi tão desgastante que a Petrobras decidiu adiar as Etapas 4 e 5 para hoje (06) de forma a dar tempo para as equipes das distribuidoras descansassem.
Encerrado agora há pouco – o pregão terminou às 18h55 –, o segundo dia de aquisições das distribuidoras comprou mais 87,6 milhões de litros biodiesel. Isso trouxe o volume total negociado no processo como um todo para 903,2 milhões de litros. Um resultado final que ficou bem abaixo das projeções feitas pelo mercado que giravam entre 930 e 950 milhões de litros.
A demanda fria no primeiro leilão do B10 traz de volta à memória a desastrosa estreia do B8 quando as vendas ficaram abaixo da registrada para alguns pregões do B6.
Tudo somado, temos bastante biodiesel para que as distribuidoras coloquem um pouquinho mais que 9 bilhões de litros de B10 no mercado ao longo dos meses de março e abril. No mesmo período ano passado, a mercado movimentou um pouco menos de 9 bilhões de litros de óleo diesel. Supondo a pouco provável hipótese de que as distribuidoras retirem 100% do biodiesel comprado, o crescimento esperado para o consumo de diesel no período ficaria abaixo de 0,4%.
Dos 1.013 milhares de m³ que as usinas ofertaram na Etapa 2, restam 110 milhões de litros para atender às demandas do mercado autorizativo e do estoque regulador. O volume comprado representa 89,1% das ofertas.
Faturamento
Se o volume não foi dos melhores, o preço não foi dos piores. As negociações elevaram o preço médio do biocombustível para R$ 2.615,65, um valor 7,9% aos R$ 2.425,06 registrados no L58.
Colocado na ponta do lápis, o leilão movimentará um total de R$ 2,36 bilhões. O valor é o maior em todo o histórico dos leilões bimestrais superando o recorde anterior – R$ 1,84 bilhão no L56 – por 28,2%
A campeã de vendas do setor foi a BSBios, as duas usinas do grupo venderam 96 milhões de litros o que deverá render quase R$ 244 milhões ao longo do bimestre.
Destaques
– As distribuidoras compraram 903,2 milhões de litros de biodiesel que será usado para atender ao B10 no segundo bimestre;
– Foram 815,6 milhões de litros na Etapa 3 e 87,6 no dia de hoje;
– Esse volume permite a mistura de 9,03 bilhões de litros de óleo diesel B10;
– A disputa se encerrou com 110 milhões de litros de biodiesel não vendidos;
– Na média, o preço metro cúbico ficou em R$ 2.615,65 o que fez com que o certame movimentasse R$ 2,36 bilhões;
– Um grupo de 20 usinas esgotaram suas ofertas o que dá um total de 580,5 milhões de litros;
– Dessas 8 usinas conseguiram negociar 100% de suas capacidades produtivas bimestrais;
– A Granol de Cachoeira do Sul e a Jatai não venderam uma gota de suas ofertas de, respectivamente, 21 e 1,5 milhões de litros;
– A ADM de Rondonópolis foi a usina mais bem colocada do processo com 62 milhões de litros vendidos por R$ 161 milhões;
– A BSBios foi o campeão entre os grupos empresariais em disputa com 96 milhões de litros arrematados e faturamento de até R$ 244 milhões;
– A PBio de Candeias teve o biocombustível mais caro da rodada com R$ 2.920,96 por cada m³;
– O produto mais barato foi da Amazonbio que vai receber R$ 2.425,00 por m³;
– O Rio Grande do Sul foi a unidade da federação que teve maior participação no resultado com 235 milhões de litros;
O resultado completo do L59 pode ser conferido clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A estreia do B10 foi, no mínimo, memorável. Mas não num bom sentido. O processo teve uma Etapa 3 que – pela primeira vez – varou a noite inteira para arrematar 815,6 milhões de litros de biodiesel numa rodada que se prolongou das 11h00 do dia 01 de fevereiro até por volta das 09h00 do dia seguinte. O processo foi tão desgastante que a Petrobras decidiu adiar as Etapas 4 e 5 para hoje (06) de forma a dar tempo para as equipes das distribuidoras descansassem.
Encerrado agora há pouco – o pregão terminou às 18h55 –, o segundo dia de aquisições das distribuidoras comprou mais 87,6 milhões de litros biodiesel. Isso trouxe o volume total negociado no processo como um todo para 903,2 milhões de litros. Um resultado final que ficou bem abaixo das projeções feitas pelo mercado que giravam entre 930 e 950 milhões de litros.
A demanda fria no primeiro leilão do B10 traz de volta à memória a desastrosa estreia do B8 quando as vendas ficaram abaixo da registrada para alguns pregões do B6.
Tudo somado, temos bastante biodiesel para que as distribuidoras coloquem um pouquinho mais que 9 bilhões de litros de B10 no mercado ao longo dos meses de março e abril. No mesmo período ano passado, a mercado movimentou um pouco menos de 9 bilhões de litros de óleo diesel. Supondo a pouco provável hipótese de que as distribuidoras retirem 100% do biodiesel comprado, o crescimento esperado para o consumo de diesel no período ficaria abaixo de 0,4%.
Dos 1.013 milhares de m³ que as usinas ofertaram na Etapa 2, restam 110 milhões de litros para atender às demandas do mercado autorizativo e do estoque regulador. O volume comprado representa 89,1% das ofertas.
Faturamento
Se o volume não foi dos melhores, o preço não foi dos piores. As negociações elevaram o preço médio do biocombustível para R$ 2.615,65, um valor 7,9% aos R$ 2.425,06 registrados no L58.
Colocado na ponta do lápis, o leilão movimentará um total de R$ 2,36 bilhões. O valor é o maior em todo o histórico dos leilões bimestrais superando o recorde anterior – R$ 1,84 bilhão no L56 – por 28,2%
A campeã de vendas do setor foi a BSBios, as duas usinas do grupo venderam 96 milhões de litros o que deverá render quase R$ 244 milhões ao longo do bimestre.
Destaques
– As distribuidoras compraram 903,2 milhões de litros de biodiesel que será usado para atender ao B10 no segundo bimestre;
– Foram 815,6 milhões de litros na Etapa 3 e 87,6 no dia de hoje;
– Esse volume permite a mistura de 9,03 bilhões de litros de óleo diesel B10;
– A disputa se encerrou com 110 milhões de litros de biodiesel não vendidos;
– Na média, o preço metro cúbico ficou em R$ 2.615,65 o que fez com que o certame movimentasse R$ 2,36 bilhões;
– Um grupo de 20 usinas esgotaram suas ofertas o que dá um total de 580,5 milhões de litros;
– Dessas 8 usinas conseguiram negociar 100% de suas capacidades produtivas bimestrais;
– A Granol de Cachoeira do Sul e a Jatai não venderam uma gota de suas ofertas de, respectivamente, 21 e 1,5 milhões de litros;
– A ADM de Rondonópolis foi a usina mais bem colocada do processo com 62 milhões de litros vendidos por R$ 161 milhões;
– A BSBios foi o campeão entre os grupos empresariais em disputa com 96 milhões de litros arrematados e faturamento de até R$ 244 milhões;
– A PBio de Candeias teve o biocombustível mais caro da rodada com R$ 2.920,96 por cada m³;
– O produto mais barato foi da Amazonbio que vai receber R$ 2.425,00 por m³;
– O Rio Grande do Sul foi a unidade da federação que teve maior participação no resultado com 235 milhões de litros;
O resultado completo do L59 pode ser conferido clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com